As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 08/03/2022
A música “Sem saúde”, de Gabriel o Pensador, denuncia a insuficiência do sis-tema público de saúde, que, devido a sua precária infraestrutura, não suporta o contingente de cidadãos que necessitam de utilizá-lo. Em consonância com a reali-dade da composição, está a do Brasil, uma vez que a negligência das parcelas mar-ginalizadas está diretamente atrelada à falta de acesso a serviços básicos, como saúde. Diante disso, os grupos excluídos padecem com mais problemas de ordem física e psicológica e com a falta de recursos para o tratamento deles.
À vista disso, é válido destacar que a sociedade brasileira é composta majorita-riamente por pessoas desprivilegiadas e dependentes dos serviços públicos. Nesse sentido, Segundo a OMS, que definiu um modelo biopsicossocial, saúde é o “estado de completo bem-estar físico, mental e social”. Por isso, pode-se dizer que indiví-duos pertencentes a grupos minoritários tendem a apresentar mais adversidades, tanto do âmbito físico, quanto no psicológico, pois o conceito de saúde está de mo-do direto ligado às condições socioeconômicas a que os cidadãos estão expostos.
Ademais, é relevante apontar que mesmo sendo o grupo que tende a sofrer com mais contrariedades, a parcela marginalizada têm muitos empecilhos para acessar e recorrer aos serviços públicos de saúde. Sob esse viés, segundo o soció-logo Thomas Marshall, a cidadania só é plena se dotada dos direitos civis, políticos e sociais – dentre os quais se destacam a educação, a segurança e a saúde. Nessa perspectiva, nota-se que muitos brasileiros não exercem a cidadania em sua pleni-tude, pois o acesso aos serviços de saúde se restringe, muitas vezes, àqueles que possuem melhores condições econômicas. Por conseguinte, a parcela excluída da população fica sem meios de obter os tratamentos adequados.
Por tanto, faz-se imprescindível que a mídia, meio de larga amplitude, inteire a sociedade sobre os seus direitos como cidadão, por meio de comerciais periódicos, visando tornar a população mais informada a respeito do tema. Paralelamente, o Ministério da Saúde, responsável pela concepção e prática de políticas voltadas pa-ra assistência à saúde dos brasileiros, deve direcionar uma maior verba para os serviços públicos de saúde, como o SUS e as UBS, objetivando aprimorar e aumen-tar a funcionalidade desse âmbito tão necessário.