As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 13/03/2022
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o suicídio é a segunda causa de morte entre 15 e 29 anos. Nesse sentido, o princípio da universalidade estabelece a garantia do direito à saúde para todos. No entanto, ao analisar o contexto hodierno tupiniquim, é evidente que esse princípio não é seguido pelo Estado. Assim, há a necessidade de alterações individuais e sociais. Por isso, cabe analisar a gênese da exclusão e a sequela sobre a saúde do brasileiro.
Primeiramente, no livro “O Alienista”, um psiquiatra, para provar sua teoria, cria um local para realizar estudos sobre a mente humana, mas acaba perdendo-se na própria loucura. Fora da ficção, no Brasil, a influência dos padrões sociais dá origem às exclusões de minorias, mormente, dos grupos mais carentes. Além disso, a falta de empatia individual com quem tem necessidades especiais agrava ainda mais esse quadro desolador. Dessa forma, urge aprimorar esse panorama nacional.
Ademais, no livro “Holocausto Brasileiro”, retrata os maus tratos no Hospital Colônia de Barbacena com depoimento de ex-funcionários e pessoas ligadas ao cotidiano do local. Atualmente, esse é um cenário comum no Sistema Único de Saúde, pois o péssimo serviço prestado às comunidades LGBT é uma constante e gera resultados desastrosos para todo o corpo social brasileiro. Como exemplo, estão as recusas de atendimento por divergências no nome social, que aumenta o degaste de quem já está fragilizado e precisa de ajuda. Desse modo, fica perceptível a necessidade de intervenções na sociedade para que essa não seja mais uma infeliz realidade.
Destarte, é mister exterminar qualquer tipo de exclusão, para que isso não repercuta negativamente na saúde dos brasileiros. Para isso, os canais, sobretudo de TV aberta, devem promover a diversidade por meio de novelas com elencos de distintas etnias e gêneros para mitigar a imposição de padrões sociais. Paralelamente, o Conselho Regional de Medicina deve incentivar o esclarecimento dos médicos acerca da heterogeneidade mediante a realização de palestras com a presença de psicólogos da área da representatividade. Só assim, o princípio da universalidade da saúde estará realmente assegurado.