As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 31/08/2023

“Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença”. Essa declaração da OMS simboliza mais de que um conceito, é uma meta a ser alcançada. Ao considerar essa definição como ponto de partida, para fundamentar a discussão sobre as formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro, é importante observar uma notável desigualdade no atendimento do setor público de saúde. Nesse sentido, torna-se relevante não apenas questionar o modo como o preconceito abala o contentamento do indivíduo, mas também a homofobia nos ambiente hospitalares.

Sob essa ótica, é preciso esclarecer que a minoria étnica apresenta um maior risco de desenvolver doenças psicológicas, em virtude do racismo estrutural que o brasil apresenta. Nesse sentido, consoante ao pensamento de Jiddu Krishnamurti, “não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente”. Com isso, percebe-se que o racismo estutural é um grande agravante para a minoria étnica para se obter um bem-estar, porque o dificulta de ter um atendimento agualitario nos postos de saúde, ocasionando um descontentamento ao paciente.

Ademais, não se pode esquecer que há uma iniquidade no atendimento ás pessoas do grupo LGBT. Inclusive, isso ocorre porque tem um grande estigma em relação ás minorias sexuais, de modo que ocorram injúrias contra essa possoas nos consultorios de atendimentos. Nesse sentido, segundo o artigo 198 da Constituição Federal de 1998, a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante ao acesso universal e igualitário. Nesse raciocínio, observa-se que, ao lançar olhar sobre a realidade, vemos um atendimento severo por parte dos médicos, com agressões verbais e físicas aos indivíduos homossexuais, aliás isso decorre do preconceito enraizado na sociedade brasileira, potanto, de nada adianta melhorar as estruturas dos hospitais se ainda há barreiras socias.

Isso posto, conclui-se que, enquanto não houverem medidas de maior inclusão nos postos de saúde, o problema não será atenuado. Assim, o Estado deve promover, em articulação com o Ministerio da Cidadania, por meio da mídia, para questionar e desconstruir os preconceitos da população, a fim de proporcionar um atendimento mais igualitario para a população.