As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 30/10/2023

A Alemanha nazista de Hitler explicitou as diversas formas de segregação sofridas pelas minorias, uma vez que as pessoas com deficiência, negras ou pertencentes ao grupo LGBTQIA+ eram perseguidas e torturadas até a morte. Nesse sentido, tal problemática repercute na sociedade brasileira, tendo em vista as diversas formas de marginalização e seus impactos sobre a saúde dos indivíduos. Diante disso, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do não reconhecimento das minorias e das falha de um Estado imparcial.

Em primeira análise, é precioso destacar que os problemas de exclusão se dão, sobretudo, devido ao preconceito. De acordo com o historiador Leandro Karnal, é bárbaro todo aquele que coopera com a exclusão do próximo, considerando que uma pessoa que é vista como inferior em relação as outras, cultivam sentimentos como medo e insegurança.Desse modo, a sua inserção no meio social, é prejudicada ao passo que muitos cidadãos sentem-se intimidados em órgãos de saúde pública, devido ao preconceito, e muitas vezes, ao atendimento por um profissional despreparado para lidar com a diversidade social.

Outrossim, é essencial frisar que segundo a constituição de 1988, todos indivíduos são iguais perante a lei. Em contrapartida, percebe-se – diante dos prejuízos à saúde física e psicológica das minorias, causados pela exclusão social – falhas na efetivação da lei. Nessa lógica, evidencia-se a tese desenvolvida pelo jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein acerca da Cidadania de Papel, isto é, embora o país apresente um conjunto de leis bastante consistente, elas se atêm, de forma geral, ao plano teórico. Logo, a garantia de igualdade pelos cidadãos não é satisfatoriamente aplicada na prática, impulsionando a segregação social.

Diante da problemática, faz-se necessário, portanto, que o Ministério da Saúde crie um projeto de inclusão social. O mesmo deve abordar o correto tratamento e atendimento da população marginalizada, por meio da formação básica para profissionais desse meio, com palestras e aulas online. O estado por sua vez, deve garantir o acesso a esses serviços . Desta forma, a atenção às minorias será exercida com dignidade e será possível combater a exclusão social.