As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 04/09/2019
Em 2008, Satoshi Nakamoto pseudônimo do criador do Bitcoin -primeira moeda virtual- e do sistema de Blockchain revolucionou as relações econômicas. Entretanto, as moedas virtuais oferecem riscos aos seus investidores, devido a instabilidade do seu valor monetário.Ainda assim, por outro lado o seu sistema de transações, a Blockchain, promete ser um grande aliado do mundo financeiro.
Em primeiro plano,a flutuação do valor das moedas virtuais é um risco a ser considerado.Decerto, os investimentos em Bitcoins devem ser norteados de medidas preventivas para evitar prejuízos oriundos da bolha especulativa ou da pirâmide financeira. Nesse contexto, o presidente do Banco de Compensações Internacionais (BIS) Augustin Carstens, chama atenção para fragilidade das criptomoedas, que por não possuírem lastro reverberam um futuro de incertezas. Desse modo, faz-se fulcral uma consciência financeira acerca de investimentos, para evitar que o indivíduo execute aplicações que possam comprometer sua renda.
Não obstante, a Blockchain é a promessa de transações transparentes e mais seguras, visto que seu sistema é composto por uma cadeia de supercomputadores que armazenam todas as informações em diferentes lugares do globo, tornado-as públicas e inviabilizando a fraude.Nesse sentido, essa tecnologia abre um novo caminho para o combate à corrupção, com vistas a conferir maior transparência e inviolabilidade das contas bancárias, evitando desvios de capitais. Dessa forma, é interessante investir na substituição do atual sistema de transferências interbancários do Brasil por uma Blockchain; transição que já está sendo estudada pelo governo.
Em suma, o território das criptomoedas deve ser explorado com cautela, evitando seus impactos negativos e aproveitando as inovações que surgiram à luz dessa ideia. Dessarte, é fundamental que o Ministério da Educação promova a educação financeira para a população brasileira, por meio de aulas nas escolas de nível fundamental e médio, além de uma plataforma no youtube com conteúdos que esclareçam todas as dúvidas dos cidadãos sobre investimentos,com destaque para os mecanismos das moedas virtuais, com o fito de mitigar a insolvência decorrente de péssimas aplicações.Outrossim, cabe ao Estado a incorporação da Blockchain nos sistemas bancários, por meio de investimentos nessa nova tecnologia, afim de conferir segurança às transações bancárias.