As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 15/09/2019

As criptomoedas são uma espécie de “dinheiro” digital utilizadas para a realização de transações financeiras. Dentre elas a mais conhecida é o Bitcoin, que corresponde a mais da metade desse mercado. Entretanto, apesar das facilidades que essa revolução gerada pelas moedas virtuais pode gerar, ela também pode acarretar perigos monetários aos envolvidos.   Primeiramente, é visto que com o advento da internet e de novas tecnologias, as criptomoedas surgiram no ambiente digital visando cada vez mais facilidade aos usuários das redes. Por conseguinte, esse fato se confirma no livro “Bitcoin, a moeda da Era Digital” de Fernando Ulrich, que expõe a ideia de que da mesma forma que o e-mail mudou as formas de comunicação, o Bitcoin mudará a forma com que lidamos com o dinheiro, levando em consideração que ele é um sistema de pagamento global e descentralizado.

Contudo, apesar de suas facilidades, as criptomoedas ainda são vistas por alguns com desconfiança e insegurança. Isto pois, sabendo que ela não possui relação com o Estado, acaba fragilizando o pacto social e gerando a incerteza de um possível risco de perda monetária. Assim como ocorreu em Nova York com a quebra da bolsa de valores de 1929, onde por não haver aparatos estatais, diversos indivíduos sofreram com as implicações sociais, como as expropriações imobiliárias, que levaram inúmeras pessoas à falência.

Considerando os aspectos mencionados, medidas são necessárias para evitar eventuais prejuízos à sociedade. Para isso, é dever do Ministério da Economia e do Estado elaborarem um projeto de lei que torne obrigatório o gerenciamento das atividades com criptomoedas, através de fiscalizações de relações que não possuam vínculos com o Governo, a fim de evitar possíveis danos financeiros aos usuários. Dessa forma, será possível atribuir mais confiabilidade aos Bitcoins e, assim, salvar-se de crises como as do passado.