As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 30/10/2019
A série animada “Os Simpsons”, faz uma previsão acerca do futuro em que os indivíduos podem optar por viver no mundo online. De fato, concomitantemente esse cenário fictício, cada vez mais práticas cotidianas antes feitas de forma física migram para a digital. Nesse sentido, debater sobre as moedas virtuais e o impacto disso nas relações econômicas é pertinente ao contexto brasileiro. Fica notório que a virtualização do dinheiro é uma tendência universal e, portanto, cabe ao Brasil introduzir-se a esse panorama de modo menos danoso.
Convém analisar que com o advento da Terceira Revolução Industrial, a tecnologia passou a ser incorporada na maioria dos produtos e serviços. Nessa lógica, é válido afirmar que a moeda também foi incluída a esse panorama, de modo que tornou-se virtual para facilitar as compras e vendas. Segundo Zygmunt Bauman, o mundo moderno é caracterizado pela liquidez, pois assim como água, tudo muda de forma acelerada. Logo, presume-se que a modernidade líquida faz com não existam mais conceitos imutáveis, a exemplo, o dinheiro que está cada vez menos presente na forma física.
Ademais, cabe ao Estado integrar-se a essa realidade para seguir a tendência mundial, sem que com isso a população sofra grandes consequências. Dentre esses efeitos, para a efetiva consolidação do capitalismo, é essencial que as economias estejam interligadas como em uma aldeia universal. Por certo, a adoção de uma moeda única e sem pátria definida pode facilitar as transações entre países, entretanto com uma competição internacional por mercado, o terceiro setor local pode ser prejudicado. Desse modo, percebe-se certa urgência na adoção de medidas que trabalhem esse problema e seus impactos.
Torna-se evidente, portanto, que de forma menos literal, a previsão dos Simpsons tende a se concretizar. Assim, é necessário que o Estado, por intermédio do Ministério da Relações Exteriores, guarde parte do fundo de reserva em moedas virtuais, visando aproveitar-se do fato delas estarem valorizadas no cenário internacional para conseguir lucrar sobre elas. Além disso, é preciso que o Ministério da Economia, com ações dos governos estaduais, fomente o mercado interno, por meio do uso desse lucro para cobrir os impostos sobre os produtos produzidos no país, a fim de criar uma competitividade justa com os importados. Enfim, a partir dessas ações o Brasil seguirá a tendência internacional.