As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 16/09/2019
Durante a colonização do Brasil, os portugueses utilizavam o escambo para negociar com os índios. Atualmente, as transações monetárias são feitas com o uso de moedas, e caminham para serem realizadas, possivelmente, por moedas virtuais, conhecidas principalmente por “Bitcoin”. Porém, estas não são reconhecidas pelos países e não tem ampla aceitação no mercado, o que torna seu uso problemático.
Em primeira análise, a falta de vínculo entre o Bitcoin e a realidade o expõe a manipulações de mercado. Uma vez que a criptomoeda é uma ameaça tanto ao comércio legal quanto a estabilidade financeira do usuário e do país, pois os sistemas tecnológicos de segurança não são capazes de fiscalizar todo o mundo virtual e a internet nem sempre é utilizada para fins lícitos.
Ademais, pela falta de informação e medo de investir em criptomoedas, elas não são frequentemente aceitas em operações financeiras do dia a dia. Para Karl Marx, uma ideia torna-se uma força material quando ganha as massas organizadas. Logo, se a população não ver necessidade em usar essas cédulas, rapidamente elas serão tachadas como desnecessárias e à vista disso, seu uso e valor diminuirão significativamente. Nesse sentido, a aceitação do povo rege o que deve continuar e o que deve desaparecer do mercado.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para que o impasse do uso de moedas virtuais seja resolvido, urge que as instituições escolares, que são responsáveis pela educação digital, emancipação de seus alunos e por torná-los mais críticos, promovam, por meio de verbas governamentais, palestras e campanhas que informem sobre os impasses do uso dessas moedas e, mesmo assim, mostrem como usá-las de forma legal e segura.