As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 24/09/2019

É incontestável que a quarta Revolução Industrial está alterando profundamente tudo ao nosso redor, até a maneira como vivemos. A princípio, o surgimento do bitcoin, conhecido como uma criptomoeda centralizadora, promete criar uma maior eficiência em todos os setores da indústria. Contudo, visa maximizar especularmente o bem-estar humano, o qual possui contornos específicos, que têm como alicerce não somente os desafios do sistema financeiro, mas também, a insegurança pessoal nas transações. Sob esse aspecto, convém a causa do problema em questão.

Em primeira instância, o surgimento da moeda virtual obteve várias transformações, visto que o blockchain, sistema eficiente que visa as transações financeiras, tornando-a seguro. Nessa perspectiva, a ausência de taxas e impostos sob a criptomoeda viabiliza o seu emprego em compras e negociações. Entretanto, conforme Steve Jobs, ‘’A tecnologia move o mundo’’. Isso deixa claro os avanços expostos pelo sistema capitalista, proporcionando grandes transações realizadas de forma rápida e segura em comparação ao uso da moeda tradicional, de acordo com o site do G1.

Faz-se mister, ainda, salientar a inexistência de um órgão financeiro eficiente para regulamenta-la seguro, de forma instável. De acordo com Zygmount Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é caracterizada da ‘’modernidade líquida’’ vivida no século XXI. Nesse sentido, dado que não há como controlar o crescimento da moeda e o seu declínio no mercado financeiro, acabam submetendo-se no contexto de sofrer mutações instantâneas e prejudicar seus utilizadores. Segundo o filósofo Friend Hegel, o Estado deve proteger os seus “filhos”. Portanto, precisa investigar, através de um sistema eficiente, as transações realizadas pelas moedas virtuais, uma vez que, podem ser feitas de forma anônima, possibilitando o comercio ilegal de maneira inconstitucional.            Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um sistema criptografado inteligente. Dessa maneira, cabe o Governo Federal, em parceria com o Estado e o Banco Central, criar um órgão responsável para estudar e investigar corretamente os sistemas de moedas virtuais, além do comércio ilícito, a fim de tornar os bitcoins mais seguros. Ainda cabe a mídia, o papel de promover campanhas e debates em horários nobres, fomentando as formas seguras das criptomoedas. Assim, será possível evitar esse conflito de cunho social e finalmente o Estado poderá garantir a segurança e o progresso da nova revolução.