As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 15/10/2019

Desde o período Neolítico até a Idade Contemporânea, a relação de troca sempre foi presente entre os indivíduos, passando pelo método primitivo do escambo até a formação recente das criptomoedas. Hodiernamente, ao introduzirem as moedas virtuais, as relações econômicas entre os indivíduos tornaram-se facilmente executadas, anônimas, livres e principalmente, rentáveis. Porém, devido a procura desses benefícios, o problema da perda súbita de bens está crescendo na sociedade, em virtude da falta de conhecimento nessa área e pelos ataques cibernéticos a empresas que fornece serviços utilizando as moedas virtuais.

Primeiramente, de acordo com Aristóteles, a educação é uma forma de preparar o homem para viver na sociedade. Diante desse pensamento e trazendo para o campo da economia, é indiscutível que o Estado brasileiro não fornece uma educação financeira, acarretando um despreparo dos jovens e adultos acerca de finanças domiciliares e dos investimentos. Desse modo, favorecendo que diversas pessoas arrisquem suas propriedades ou seu próprio dinheiro em mercados com queda abrupta de valor, como as criptomoedas, gerando um caos econômico. Além da importância da educação no controle de suas finanças, poderá ocorrer, futuramente, uma adequação do mercado de trabalho as moedas digitais. Logo, é fundamental uma preparação dos jovens acerca da vivência em sociedade na próxima revolução industrial.

Outrossim, é evidente que o mercado financeiro ainda está adaptando-se a esse novo método de interação econômica, porém o risco de inúmeros montantes de diversas pessoas podem estar vulneráveis a ataques “hackers” em todo mundo. De acordo com os dados de 2018 do Group-IB, institutição internacional de segurança digital, 10% de todas moedas virtuais geradas em 2017 foram roubadas, sendo a maioria por brechas ou câmbios desprotegidos. Logo, é de suma importância uma melhor segurança nos serviços prestados, cabendo também ao indivíduo a melhor escolha.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar os impasses. Primeiramente, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com a Mídia, a incorporação de assuntos básicos voltados a economia na grade curricular do ensino médio, além de palestras e propagadas, ministradas por profissionais capacitados, objetivando  uma apliação dos conhecimentos em relação a economia e consequentemente, uma diminuição de casos de perdas financeiras graves. Por fim, cabe ainda uma cooperação público-privado entre os orgãos públicos e as empresas fornecedoras desses serviços para que haja uma determinação de diretrizes que liste as ações mais importantes, garantindo assim acibersegurança e objetivando menores índices de roubos nessa área.