As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 07/10/2019

Desde os primórdios, a sociedade, como uma forma de troca para atender suas necessidades, utiliza o dinheiro, mas ele é limitado. Em algum ponto da história, o Estado criou uma lei para modificar o padrão, adotou a moeda fiduciária, onde só ele é capaz de controlar. Em resposta a isso, por meio de Satoshi Nakamoto, surge o Bitcoin, uma moeda descentralizada e limitada, que resolve dois problemas da moeda fiduciária: sua manipulação e inflação.

Segundo o econômico Ludwig Von Mises: “As pessoas devem parar de acreditar em slogans absurdos e voltar a confiar na sensatez da razão.” É impossível criar mais riqueza do nada, os bancos centrais fazem isso. Com o uso do Bitcoin, onde o governo não tem poder, o número limitado dessa moeda mostra que ela tem um valor fixo, não dá para criar mais, o que a torna imanipulável.

A inflação surge por meio dessa manipulação, que cria a falsa ideia de aumento do dinheiro, ele passa a valer menos por estar mais disponível no mercado e, assim, as coisas ficam mais caras. O Bitcoin não permite essa inflação, só existe aquela quantidade e pronto, o valor dele nunca irá se alterar.

Diante dos argumentos supracitados, o Estado, por meio do Poder Legislativo, poderia criar uma lei de adoção à moeda virtual, acabando com a inflação, os produtos não sofreriam mais variação de preço por causa da manipulção da moeda fiduciária e a sociedade poderia voltar ao dinheiro como uma forma de troca para atender suas necessidades sem se preocupar se ele irá valer menos amanhã.