As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 30/10/2019
Na era do capitalismo informacional nota-se a rápida velocidade das transações financeiras, nas quais ,em segundos, o dinheiro é capaz de atingir pontos opostos do globo. Nesse panorama, a geopolítica necessita dessa fluidez para manter sua estabilidade e as multinacionais são palcos de grandes investimentos especulativos ao redor do mundo. Isso não se evidencia apenas pela criação das moedas virtuais, mas também na revolução da forma das relações econômicas. Cabe-se, então, analisar as influências desses avanços no contexto global.
Em uma primeira análise, o advento das moedas virtuais é subproduto do avanço tecnológico da última década. Nessa perspectiva, ao se globalizar a utilização da internet, foi criado o ambiente perfeito para instauração das bitcoins -moedas virtuais- uma vez que de fato foi preciso uma inovação nos pagamentos onlines. Contudo, tal moeda, por enquanto, tem sua presença limitada nas transações, visto a dificuldade de adquiri-la. Segundos dados do “Bit-pay”, em 2018 houve uma redução de 50% dessa forma monetária de pagamento, reflexo da falta de confiança do consumidor, devido à exposição a vírus e cyberpirataria. Dessa forma, apesar dos avanços, há uma grande desconfiança em seu uso, o que dificulta sua expansão pelo mundo e reduz as transações econômicas.
Em segundo plano, a especulação faz parte dos investimentos econômicos à décadas, porém, atualmente, vem recebendo um amplo destaque na geopolítica. Nesse contexto, as novas relações são reflexo da ampla utilização da tecnologia aliada ao interesse pelo baixo custo das empresas, o que permite a transição de capital das sedes para locais longínquos. Sendo assim, há uma hierarquização financeira, na qual os países menos desenvolvidos são utilizados como mão de obra barata para produção, através da rápida transferência de renda entre os bancos internacionais. Todavia, essa relação faz com que as nações recebedoras do crédito tornem-se dependentes de suas credoras para mover sua economia, caso haja a retirada do dinheiro, esses países tendem a enfrentar graves crises.
Torna-se evidente, portanto, que as moedas virtuais e a revolução das relações econômicas estão diretamente ligadas ao avanço tecnológico, que permitiu uma melhoria no sistema internacional de comunicação. Para efetivar um quadro de harmonia com as melhorias, é preciso que a OMC- Organização Mundial do Comércio- regularize e fiscalize essas transações, através da elaboração de aplicativos que funcionem por algoritmos que busquem por instabilidade ou risco de pirataria, através de softwares responsáveis por manter a conexão segura e estável desenvolvida por engenheiros competentes. Espera-se, assim, que haja uma maior confiança do consumidor na moeda e sua ampla utilização nas transações, a fim de se democratizar seu uso.