As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 16/10/2019
O filme " O preço do amanhã" retrata a mudança de moeda pra uma sociedade e os benefícios e os malefícios dessa alteração. De maneira análoga, o filme pode ser contextualizado hodiernamente, uma vez que as moedas virtuais estão associadas a revolução das relações econômicas. Nesses termos, é imprescindível analisar esse tema, seja por um viés global, seja por um aspecto social brasileiro, a fim de encontrar metodologias ativas para as possíveis mazelas.
Decerto, a globalização somada à revolução tecno-científica tornou necessária a utilização de moedas digitais, de modo a atingir um amplo mercado financeiro. Esse fato acontece porque as criptomoedas não estão associadas nem a um banco central nem a um governo, e todas as transações acontecem virtualmente. Como desdobramento, as relações econômicas se tornam mais acessíveis e estáveis, pois a atual estrutura predominante tende a supervalorizar as moedas dos países desenvolvidos, como o dólar e o euro, enquanto o padrão monetário digital é estruturado a partir de um contexto mundial. Nessa óptica, pensar que a nação evoluirá sem se adaptar às novas exigências estruturais é demonstrar ingenuidade.
Outrossim, compreende-se que as moedas virtuais, apesar de flexíveis e vantajosas, podem intensificar as discrepâncias sociais. Exemplo disso é que países subdesenvolvidos, tal qual o Brasil, possuem áreas vulneráveis as quais a maioria dos indivíduos não possuem acesso regular a internet. Diante disso, a ralé brasileira, denominação do sociólogo Jessé Souza à população mais pobre, já começa atrasada em mais uma revolução econômica, de maneira que a meritocracia continuará sendo um conceito utópico para uma grande parcela do corpo coletivo. Logo, mudança são necessárias para que o caos ocasionado no filme citado não ocorra no âmbito real.
Portanto, para se alcançar “Ordem e Progresso” - lema nacional- é preciso que a inserção de moedas virtuais e a revolução das relações econômicas aconteçam de modo inclusivo. Com isso, é imperativo que acadêmicos de economia promovam um pacto corporativo com instituições públicas de ensino médio para desenvolver projeto denominado Acompanhando o Mundo Virtual, porque com a garantia de conhecimento as desigualdades podem minimizar. Essa empreitada social deve acontecer por intermédio de palestras participativas, destinadas aos alunos e à comunidade local, sobre como funciona e a maneira de atuar no mercado financeiro online, com a finalidade de alcançar uma homeostase social.