As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 12/10/2019
Na Idade Média, as relações começaram a se expandir além das trocas simples, fazendo-se necessária uma forma de quantificar o valor do produto comercializado. Assim surgiu o conceito de moeda. Já nos tempos atuais, após diversas revoluções econômicas, a era digital introduziu a moeda virtual com o intuito de facilitar o comércio no mundo globalizado, além de provocar avanços no mercado em si, este evoluindo junto ao apogeu da 4ª Revolução Industrial. Entretanto, tais vantagens ainda não são totalmente aceitas por uma grande parte dos consumidores do mundo digital.
Primeiramente, observando os dados divulgados pela revista Forbes, o mercado digital cresceu em 125% desde 2011, desse modo, fica evidente o alcance econômico amplificado pelas relações comerciais digitais. Grande parte deste crescimento do mercado virtual, deu-se em países que aderiram ao “bitcoin”, ou moeda virtual, como forma de pagamento. Assim, tornando a aquisição de produtos estrangeiros mais acessível, acelerando o processo alfandegário, que ainda é um grande obstáculo no comércio entre nações.
Em segundo caso, como citado anteriormente, com a adoção do “bitcoin”, as tarifas de exportação e importação seriam igualmente justas independente da moeda física do país. Ao aderir à moeda virtual, também impulsiona-se a parcela de microempreendedores a expandirem seus comércios e aumentar o seu alcance, consequentemente aumentando o lucro por não estarem vinculados somente a um nicho de consumidores. Desse modo, garantindo um novo ambiente e método para a ascensão econômica de empresas de pequeno e médio porte no mercado digital.
Em suma, para que a série de vantagens supracitadas sejam utilizadas, é necessária a adesão da moeda virtual pelos mercados mundiais por meio de acordos de aceitação. Tais acordos devem ser corroborados por importantes bolsas de valores pelo mundo. Nos países em desenvolvimento, o “bitcoin” deve ser apresentado por meios midiáticos, como tele-jornais e redes sociais, para a total compreensão por parte dos consumidores. E em particular no Brasil, este processo informativo deve ser promovido pelo Ministério da Fazenda, garantindo a expansão do mercado brasileiro para o meio digital. Desta maneira, a moeda virtual entra na história do mesmo modo que as primeiras moedas circularam nos tempos medievais.