As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 27/10/2019

O uso de moedas virtuais, também chamadas de criptomoedas, está em ascensão devido aos altos e atraentes retornos financeiros que os mesmos proporcionam. Este ativo existe na rede de computadores e não tem ligação monetária com bancos, as casas de câmbio das criptomoedas são conhecidas como “exchanges” e apenas utilizam contas bancárias para depósito e recebimento dos investimentos. Dessa forma, a independência de monetização despertou a atenção dos bancos.       Primeiramente, o fraco vínculo entre os bancos e as casas de câmbio pode facilitar lavagens de dinheiro e esquemas de pirâmide promovidos por investidores maliciosos. O grupo Santander, por exemplo, fechou recentemente a conta de uma “exchange”, pois havia a suspeita de atividades ilícitas. O pouco conhecimento, aliado a rápida ascensão e popularização das moedas virtuais, está gerando receio entre estudiosos do assunto.

Outrossim, as moedas digitais apresentam grande volatilidade, em menos de um mês o preço de uma das criptomoedas mais populares, Bitcoin, oscilou aproximadamente de dez mil para setecentos dólares. O professor de finanças da Insper, Ricardo Rocha, salienta a necessidade de cautela por parte dos investidores, e que esses devem reconhecer as criptomoedas mais como um ativo, uma ação, do que como moeda propriamente dita. O Banco Central do Brasil também expõe o perigo de uma bolha financeira causada pelas transações e investimentos descontrolados nesse tipo de negócio.

Portanto, seria interessante que as “exchanges” mudassem sua abordagem, visto que, as criptomoedas possuem maior caráter de ação do que moeda. Assim, instabilidade do preço e as brechas proporcionadas por este sistema devem ser de conhecimento público e para tal, o Banco Central associado as mídias deve produzir campanhas publicitárias com o objetivo de esclarecer como essas moedas funcionam para que indivíduos não sejam ludibriados. Ademais, mesmo apresentando potencial, as moedas digitais encontram-se em um estágio rudimentar e frágil necessitam da supervisão do Ministério da Fazenda e nos casos irregulares, o Órgão detêm o direito de intervir.