As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 01/04/2020
O Bitcoin foi criado em 2009 e é considerado a primeira criptomoeda descentralizada do país. Essa inovação vai de encontro às moedas tradicionais como um resultado da Quarta Revolução Industrial que é marcada pela convergência das tecnologias digitais com os aspectos físicos. Nesse sentido, convém analisar algumas questões da relação entre as moedas virtuais e a economia nacional.
No primeiro momento, vale ressaltar que as moedas virtuais podem aumentar a eficiência nos setores industriais e beneficiar a economia. Segundo Klaus Schwab fundador do World Economic Forum, a revolução industrial vigente não altera o que está sendo feito, mas como está sendo feito de forma que as movimentações poderiam ocorrer de forma mais fluida sem tornar o capital obsoleto. Desse modo, esse recurso tecnológico se apresentaria como um adendo às moedas fiduciárias.
Entretanto, ainda é necessário observar a conformidade legal das movimentações nesse sistema. De acordo com um artigo publicado pelo jornal “O Tempo” no final de 2019, a Receita Federal iniciará um processo de fiscalização de transações financeiras nesse meio, pois a facilidade de permanecer no anonimato abre brechas para o descumprimento da constituição e torna essa alternativa maculada. Sendo assim, a participação estatal moderada poderia refinar o recurso disponível.
Por conseguinte, para estabelecer uma boa relação entre as moedas virtuais e a economia nacional cabe ao Governo Federal proporcionar conhecimento à população, por meio de uma plataforma de ensino à distância, para o uso adequado das criptomoedas. Além disso, é necessário acompanhar as transações financeiras através de um sistema de processamento de dados e apresentação de documentos fiscais. Dessa forma, essa inovação será útil sem ser prejudicial.