As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 03/05/2020
No mandato de Dom João VI, foi criado o primeiro banco do Brasil, com o intuito de gerenciar as finanças do país, significando um aprofundamento gradativo da população nas relações econômicas. Com isso, sendo um marco percursor para a sociedade financeira atual, como é o caso das moedas virtuais, que vem crescendo no mercado. Dessa forma, fatores acerca desse tema são: a não fiscalização estatal nas moedas virtuais e a escassa informação da população sobre o gerenciamento adequado dessa moeda, necessitando de mais discussão entre os brasileiros.
Deve-se pontuar de início, que as moedas virtuais trazem consigo a problemática da não fiscalização estatal, podendo causar diversos perdas para o governo, como a sonegação de impostos. Nesse sentido, como advento da Quarta Revolução Industrial, grandes avanços foram alcançados no meio informacional e tecnológico, tornando atualmente o mercado das criptomoedas crescente. Nessa visão, problemas são evidenciados com essa nova prática, causando prejuízos e ações ilícitas contra o governo, como a sonegação de impostos, vendas de produtos ilegais, já que não é um mercado regulamentado; assim, abrindo portas não apenas para um modelo mais globalizado e facilitado do capital, mas também para criminosos, que acabam por prejudicar o mercado das moedas virtuais.
Em segunda análise, a intensa globalização e a necessidade de rapidez das coisas, tornam as pessoas cada vez mais dependentes do mundo virtual. Sob tal óptica, segundo o sociólogo Baumann em seu livro ´´Modernidade Líquida``- todas as esferas sociais são marcadas pela volatilidade do consumo - assim, necessitando cada vez mais de mecanismos que agilizem as relações na sociedade atual, incluindo a financeira. Tal qual a ideia citada, a sociedade atual vive sob o modelo mundializado e isso faz com que sua interação acompanhe esse modelo, levando o setor financeiro a essa revolução que é a moeda virtual, mas ainda escassa de informações para a maior parte dos brasileiros e, muito disso, graças ao baixo índice de educação financeira, já que não é ensinado nas escolas; dessa maneira, dificultando a inserção desses no novo mercado e a gerenciar suas finanças.
Infere-se, portanto, que medidas sejam efetivadas em prol de extinguir essa problemática. Logo, urge que o Governo via Ministério da Fazenda, adote de medidas de fiscalização do mundo financeiro virtual, por meio da criação de uma moeda virtual no país, com o intuito de tornar esse novo mercado mais seguro e alavancar seu crescente potencial. Ademais, é indubitável que o Ministério Educação torne obrigatório o ensino da educação financeira nas escolas - pois assim facilita na fixação do aprendizado desde a adolescência -, por meio de profissionais qualificados no mercado financeiro virtual, para que assim seja possível prosseguir com o que foi proposto no mandato de Dom João VI.