As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 17/05/2020

A discussão sobre o advento das moedas virtuais e a consequente mudança nas relações econômicas tem sido a tônica da sociedade atual. De acordo com o pensamento de Steve Jobs, “a tecnologia move o mundo”. Dito isso, é possível inferir que com a quarta revolução industrial surgiu novas formas de trocas econômicas, a exemplo o uso de criptomoedas, que oferecem grande vantagens para as pessoas como: sua alta valorização no mercado e fácil manuseio.

Em primeira análise, há uma supervalorização das moedas virtuais no mercado financeiro. Segundo pesquisa publicada no UOL, “a moeda virtual Bitcoin subiu para uma máxima histórica de US$ 10.750 em 2017”, cerca 10 vezes o valor anterior. Logo, é notório que existe uma crescente nos gráficos dessa moeda, devido os altos investimentos de pessoas que acreditam no promissor mercado de criptomoedas. Entretanto,  nem todos os países reconhecem ou liberam o Bitcoin, mais famosa ativo virtual, para transações, o que contribui para tornar o investimento na moeda uma alternativa ainda arriscada.

Ademais, a difusa de informações sobre esse mercado de moedas virtuais ajuda a aumentar o interesse das pessoas nesse ramo. A exemplo o “Me Poupe”, maior canal do “youtube” de finanças do mundo, tem vídeos que informam sobre o mercado de criptomoedas. Então, dessa forma mais pessoas se sentem atraídas e confortáveis para investir em moedas virtuais. Contudo, esse volume de investimentos pode criar uma “bolha financeira” nesse ativo e com o passar do tempo será evidente uma tendência de queda do preço dele.

Portanto, as Escolas, grande formadora de opinião, devem trazer esse debate para o âmbito escolar, por meio de palestras que discutem sobre investimentos em criptomoedas mostrando os riscos e vantagens desse ativo, a fim de criar jovens investidores mais bem informados. Dessa forma, a sociedade contará com uma população mais crítica para o mercado financeiro.