As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 16/06/2020
Com a ascensão da Quarta Revolução Industrial, no século XXI, houve uma ampla integração monetária mundo, de modo a gerar uma internacionalização da economia. Nesse viés, a criação de sistemas financeiros digitais torna-se uma realidade, o que tem alterado radicalmente as relações socioeconômicas globais. No entanto, mesmo com a revolução econômica possibilitada pelas moedas virtuais, há impasses para democratizá-las, ora pela falta de informação, ora pelo descaso do Poder Público, fazendo-se mister expor e viabilizar medidas para mitigar esses fatores.
A princípio, é imperativo destacar que o desconhecimento social sobre as moedas digitais dificulta o acesso aos novos meios de transação econômica. Dessa forma, esse fator constitui um problema no que tange à educação financeira, na medida em que os cidadãos possuem baixos níveis de instrução acerca dos benefícios gerados pela integração da tecnologia com a economia. Tal fenômeno pode ser analisado à luz do filósofo alemão Jurgen Habermas, que propõe a inclusão dos cidadãos em meio a conflitos socioeconômicos gerados por invenções e ideias. Sob esse viés, torna-se imprescindível reverter esse paradigma de desinformação, de modo a tornar o povo mais esclarecido.
Outrossim, é válido averiguar que a negligência do Estado quanto à difusão de novas práticas econômicas constitui um empecilho para o aumento do uso de moedas virtuais. Segundo o matemático inglês Bertrand Russell, a mudança é indubitável, mas o progresso é uma questão controversa. Nessa ótica, denota-se que a ausência de ações públicas, no âmbito de propagar transformações e variedades do sistema financeiro, colabora com as disparidades socioeconômicas existentes. Logo, é substancial que o Poder Público tome providências para amenizar esse quadro destoante.
Em síntese, a observação crítica dos fatos sociais reflete a urgência de medidas para tornar o panorama econômico vigente mais promissor e inclusivo. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, mediante verbas públicas, implementar uma disciplina voltada à educação financeira nas instituições de ensino básico, a partir de aulas práticas e teóricas com profissionais da economia e da tecnologia, a fim de conscientizar a população sobre as novas práticas financeiras, bem como mostrar o benefício dessas. Assim, será possível modificar o cenário de desinformação que assola a sociedade, além de proporcionar uma democratização do uso de moedas digitais.