As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 17/06/2020
Com o capitalismo financeiro, criado no final do século XIX, houve a criação das bolsas de valores, além dos bancos mundiais pós Segunda Guerra Mundial, permitindo uma maior internacionalização e integração da economia global que, aparentemente, era um sistema soberano até o século XXI.
Em uma primeira abordagem, é fundamental destacar o pensamento de Jurgen Habermas, filósofo alemão que propõe que, quando há um conflito ético devido a uma nova ideia ou invenção, devemos debater na esfera pública, com a participação dos cidadãos. Contudo, as novas relações econômicas virtuais necessitam de maior conhecimento à população, visto que nem mesmo os governantes, no geral, estão cientes da novidade.
Outrossim, destaca-se os riscos que são propostos ao sistema financeiro. Atualmente, vive-se a globalização, que vem enfraquecendo os Estados Nações e dando poder aos monopólios privados e ao mercado transnacional. É um desafio saber até que ponto as moedas virtuais podem afetar as economias dos países, diante de tantas incertezas, que por si só já alteram valores nas Bolsas pela especulação financeira.
Portanto, é imprescindível que tanto o Estado quanto os desenvolvedores das moedas virtuais esclareçam à população sobre o que está acontecendo, por meio de diversos recursos midiáticos, para gerar a deliberação e, posteriormente, decisão popular para que caminho optarão.