As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 24/06/2020
As moedas virtuais são um grande marco do século XXI, os liberais que criticam as matrizes keynesianistas a descrevem como uma revolução nas transações econômicas, livre de intervenção estatal, já aqueles mais conservadores ressaltam do perigo que essas novas moedas podem trazer para associação monetária estabelecida nos dias de hoje.
Em primeiro lugar, é importante analisar-se o contexto de criação dessas criptomoedas, que surgiram para tentar se proteger do principal problema das moedas convencionais, a interferência de bancos e governos, com isso logo seu uso foi difundido por todo mercado, que se interessou pela facilidade de transações, que não estavam sujeitas a taxação de bancos. Porém como consequência dessa facilidade, moedas como Bitcoin, ficaram suscetíveis ao seu uso para lavagem de dinheiro e transações fraudulentas.
Além disso, é evidente que uma cédula livre de regulamentação, fique sujeita a instabilidade em relação ao seu valor, afinal o valor tem que estar associado a um capital, do contrário, pode ocorrer uma inflação, onde o dinheiro perde seu poder de compra; e agravando mais o quadro, foi constatado falhas na segurança, ou seja, especialistas em programação já conseguiram injetar fundos monetários não existente na máquina virtual que abriga as moedas virtuais, gerando um acentuamento ainda maior na instabilidade e uso indiscriminado de atividades ilícitas.
Portanto, pode-se dizer que as moedas eletrônicas, de fato serão o futuro das transações, contudo ainda carecem de muita estrutura na parte de segurança, sendo necessário além de regulamentações, uma política que interfira não nas transações, mas reconheça os infratores e apliquem a devida punição.