As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 01/07/2020

No episódio “Quinze Milhões de Méritos” da série britânica “Black Mirror”, é retratado uma realidade distópica em que seus personagens pedalam em bicicletas geradoras de energia em troca de moedas virtuais. Apesar de ser retratado uma realidade distante, as moedas virtuais e a revolução das relações econômicas vem sendo um importante tópico a ser discutido, já que, embora, as criptomoedas sejam importantes para desburocratizar as transações financeiras, sua implementação cautelosa deve ser destacada.

Em um primeiro plano, deve-se entender que as moedas virtuais possuem um papel importante na desburocratização de transações financeiras. Nos dias de hoje as transações financeiras são, certamente, burocratizadas e centralizadas na figura de um intermediário de longa data, o sistema bancário. Prova disso são as restrições impostas por bancos até mesmo na abertura de conta corrente, por exemplo, alegando como impedimento o desinteresse comercial. Entretanto, isso não ocorre com moedas virtuais que permitem a plena movimentação financeira sem a ocorrência de burocracias absurdas.

Contudo, ainda que as moedas virtuais sejam importantes como meio de driblar tarifas bancárias, é preciso que sua execução como principal forma de trocas financeiras seja feita de forma cautelosa. Sem dúvida, o surgimento de tecnologias como a Internet, no fim da década 60, revolucionou as relações socioeconômicas, já que permitiu o continuamento da globalização. Todavia, até sua total execução como rede de comunicação levou mais de três décadas, por sua vez a vertiginosa ascensão das criptomoedas levou menos de uma década. Por isso, é necessário que se freie sua implementação a fim de inibir atividades ilícitas.

Portanto, é preciso entender a importância das moedas virtuais e a revolução das relações econômicas, e sobretudo a resolução de suas problemáticas. Para isso, o Ministério da Economia, deve taxar impostos na circulação das principais moedas virtuais a fim de garantir a concorrência justa com bancos, para que não se sufoque o sistema financeiro nacional.

a ascensão vertiginosa