As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 08/07/2020
“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. A frase de Charles Darwin representa uma teoria que se aplica nos dias de hoje, pois com as diversas inovações e buscas incessantes por desenvolvimento tecnológico, é normal que instituições tenham que se adaptar e adotar novos tipos de negócio. Deste modo, chegou a vez de instituições financeiras experimentarem um estilo diferente de transações e tecnologia, com as moedas virtuais.
O mais conhecido exemplo das moedas virtuais é o Bitcoin, uma moeda, assim como real e dólar, porém virtual, que é protegida por uma tecnologia chamada de “blockchain”. As “blockhains” são diferentes para cada tipo de moeda, mas seus conceitos são parecidos. Essa tecnologia evita riscos com “hackers”, já que esses sistemas ligam as transações que ocorrem agora com as que já aconteceram, como se fosse um"livro-razão", assim então, se alguém quer “hackear” uma transação, necessita fazer com todas as anteriores, o que é quase impossível. Foi este sistema que chamou a atenção de bancos, como por exemplo o Santander e American Express, os quais já estão usando uma moeda virtual bancária, a Ripple.
No entanto, mesmo com o desempenho dessas tecnologias, há indício de que ocorre sonegação e fraudes em algumas transações, portanto a Receita Federal, em 2019, exigiu que estas fossem comunicadas ao órgão, para obter um maior controle, bem como evitar crimes. Vale salientar que essas transações podem acontecer tanto em corretoras, quanto em plataformas, como “P2P” e, depois, as moedas são guardadas nas corretoras ou enviadas para uma “carteira” chamada “wallet”.
Contudo, essas inovações abrem portas para um “mundo diferente”, com mais opções para a economia. Apesar de inovador, as moedas virtuais devem ser tratadas como as outras demais e terem devidas fiscalizações e regulamentações, porém, com programas de incentivo para estudo desta tecnologia, assim como aplicar o tema em cursos e escolas, evitando desinformação, bem com um passo para o desenvolvimento econômico.