As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 20/07/2020

Em sua obra “A Cidade do Sol”, do célebre escritor renascentista Thomasso Camponella, disserta acerca de uma sociedade considerada plena e ideal, sobretudo, no que se refere à ausência de adversidades. Contrariamente, o observado na coletividade brasileira é o oposto da conjuntura descrita pelo autor, haja vista que o uso de moedas digitais apresenta obstáculos. Diante disso, ao invés de atuarem para tentar aproximar as duas vivências, fatores como a omissão governamental, juntamente à inoperância do corpo social, dificultam a concretização desse processo.

Sob esse viés, torna-se válido ressaltar que a atuação do Governo é um elemento primordial no progresso de uma nação. No presente, operando a nona posição na economia mundial, de acordo com FMI (Fundo Monetário Internacional), seria coerente crer que o Brasil dispõe de uma ótima sistematização pública de ensino. Todavia, o real é justamente o oposto, e a resultância desse contraste é claramente refletido nas dificuldades enfrentadas quanto a implementação de moedas digitais, principalmente se tratando do despreparo das pessoa para a utilização desse novo tipo de relação econômica. Dessarte, segundo o filósofo contratualista Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. No entanto, diante dessas ações, ao negligenciar a resolução da problemática, esse contrato social é rompido.

Ademais, é notório que a insuficiente atuação social é um dos principais motivos para a disfunção das moedas digitais. Dado que, na matemática, a definição de conjunto é tida como a soma de inúmeros elementos. Sendo assim, fora do contexto metodológico matemático, a sociedade é composta por indivíduos que devem agir conforme a máxima que gostariam de ver aplicada. Dessa forma, torna-se nítido que a desonestidade de alguns usuários, se tratando dos crimes cometidos nesse meio, contribui para a perpetuação do problema, visto que gera um ambiente de insegurança e sem credibilidade. Assim, é imprescindível uma modificação no comportamento individual.

Infere-se, portanto, a necessidade de alternativas para combater os entraves advindos das moedas digitais. Em vista disso, torna-se necessário que o Ministério da Economia, juntamente ao Governo Federal, promova um maior repasse de investimentos nesse âmbito, especificamente para a esfera das novas relações econômicas. Em suma, a ação deve ser feita por intermédio de emendas constitucionais, as quais promovam a destinação de capital para os múltiplos Estados do Brasil, principalmente, para as áreas com menor acesso a esse tipo de tecnologia, com o intuito de estimular os indivíduos e manter a ordem nesse meio. Além disso, é crucial a propagação de informações sobre o uso das moedas digitais. Só assim, a coletividade alcançará a “Cidade do Sol” descrita anteriormente.