As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 07/08/2020
Na obra cinematográfica “O preço do amanhã” o dinheiro tem seu valor relacionado ao tempo, ou seja, o filme tem uma perspectiva monetária completamente inusitada. O que parece ficção não está tão fora da realidade, já que desde a primeira revolução industrial o mundo tem sofrido diversas alterações sociais e tecnológicas. O advento da criação de moedas virtuais acabaram por criar um novo rearranjo das relações econômicas e mudaram o mundo.
A priori que as moedas virtuais trazem em especial o bitcoin é sua essência. Nele é possível descentralizar o valor do dinheiro, o que acarreta uma maior liberdade econômica. O que tem por consequência a possibilidade de não ter tributações e toda burocracia que pode desacelerar as relações socioeconômicas.
Porém nem tudo são flores, a mesma descentralização que trás vantagens econômicas acaba criando uma margem para criminalidade. A ausência de fiscalização e de controle cria um cenário propicio para crimes monetários como a sonegação de imposto e lavagem de dinheiro. Tendo isso em vista é necessário a regulamentação de moedas virtuais, já que elas representam um perigo a sociedade.
Sendo assim cabe aos órgãos governamentais especializados como a receita federal fiscalizar e punir possíveis infrações que podem vim a ocorrer. Já que no caso da principal moeda virtual, o bitcoin é possivel fazer um mapeamento de todo seu percurso, tendo a possibilidade de rastrear criminosos e leva-los a justiça. Além disso o poder judiciário teria que ter em vista formulação de leis que pudessem proporcionar as instituições estatais amparo jurídico para cumprir a lei, já que falamos de um cenário virtual não judicialmente regulamentado.