As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 28/08/2020

Com o advento do capitalismo, no século XVIII, e com o início da Quarta Revolução Industrial houve a criação de um sistema de bancos virtuais, que permitiram uma maior internacionalização e integração da economia global até os dias atuais. Contudo, percebe-se que as moedas virtuais e a revolução das relações econômicas estabelecem um cenário preocupante, uma vez que, essas cédulas podem ser utilizadas em atividades ilícitas, além da ausência de política reguladora como causa, bem como a falta de inclusão social em decorrência disso. Dessa forma, medidas corretivas são necessárias.

A priori, é de extrema importância analisar a ausência de políticas que regulem o dinheiro virtual. Nesse sentido, conforme o filósofo Kant, a pessoa é um fim em si mesma e não um meio de conseguir atingir interesses particulares. Acerca disso, nos tempos atuais, muitas empresas realizam transações anônimas e sem total seguridade, objetivando o lucro. Isso se faz presente devido ao controle sobre as moedas virtuais serem feitos por poucos bancos, caracterizados pela falta de normas que regularizem as operações financeiras. Como consequência disso, essas moedas são, muitas das vezes, usadas para a lavagem de dinheiro e roubo, sendo que o anonimato no decorrer do processo beneficia essa ocorrência.

Ademais, após a Terceira Revolução Industrial, sabe-se que a desigualdade acerca do mundo tecnológico se faz cada vez mais presente, isso é notório quando uma parte da sociedade está rodeada de tecnologia e outra não. Nesse viés, percebe-se que a inclusão social ainda é ineficiente no que diz respeito à coletivização da tecnologia. No entanto, apesar das moedas virtuais serem úteis em alguns quesitos, é inviável a sua utilização em comunidades mediante à escassez de recursos tecnológicos. Além disso, o desconhecimento de muitas pessoas a respeito dessa modernização econômica, faz com que haja ainda exclusão dessa ferramenta que é facilitadora da economia global. Logo, medidas para solucionar a problemática fazem-se necessárias.

Portanto, fica a cargo do governo, em parceria aos donos dos bancos virtuais, aumentar as regras reguladoras das transações virtuais e investir em programas assistenciais e de desenvolvimento, através da mudança nas normas da empresa, com o intuito de que as pessoas se sintam seguras ao realizar esses procedimentos financeiros com as moedas virtuais e toda sociedade seja incluída nesse fenômeno. Somente assim, apesar de todos os obstáculos e desafios, as moedas digitais serão acessíveis à população mundial e a economia virtual estaria em constante crescimento.