As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 28/08/2020
Na contemporaneidade, vislumbrando a acumulação de riquezas, com lucros elevados em curto espaço temporal, despreocupados com o risco envolvido nessas aplicações, inúmeras pessoas e corporações investem em moedas virtuais, na esperança da revolução nas relações econômicas. Consoante ao pensamento de Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar. Nessa perspectiva, o processo de incentivo ao consumismo e a valorização do ter e do acúmulo de bens materiais provocam a alienação do ser humano.
Dessa forma, a aplicação em moedas virtuais pode ocasionar a total perda dos valores aplicados, assim como, o ocorrido recentemente com os investidores da Telex Free, a qual prometia elevada remuneração aos seus investidores, mas com o passar do tempo configurou-se em uma pirâmide financeira.
Portanto, a fim de evitar os maléficos resultados de um possível estouro das bolhas da internet e das moedas virtuais, é necessário que a sociedade civil organizada, associações comerciais e industriais, sindicatos e ONGs promovam grupos de estudo, pesquisa e divulgação sobre essa temática. Em outra ação, as escolas, junto às comunidades, devem desenvolver projetos que abordem os processos econômicos e as relações de consumo.