As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 02/09/2020
Na década de 30, com a quebra da bolsa de Nova York, muitos afortunados perderam expressivas somas no mercado de capitais. Nesse contexto, Keynes, baseado no equilíbrio produtivo, incentivo ao trabalho, serviços, renda e bem-estar social, devolve a pujança econômica aos Estados Unidos da Amércia. Na contemporaneidade, vislumbrando a acumulação de riquezas, com lucros elevados em curto espaço temporal, despreocupados com o risco envolvido nessas aplicações, inúmeras pessoas e corporações investem em moedas virtuais, na esperança da revolução nas relações econômicas.
Em primeiro lugar, urge analisar a ausência de políticas que regulem o dinheiro virtual. Acerca disso, segundo o filósofo Kant, a pessoa é um fim em si mesma e não um meio de conseguir atingir interesses particulares. Nesse sentido, hoje, muitas empresas realizam transações anônimas e sem seguridade, objetivando o lucro. Isso ocorre porque o controle sobre as moedas virtuais e feitos por poucos bancos, caracterizados pela falta de normas que regularizem as operações financeiras. Como consequência, essas moedas são usadas para a lavagem de dinheiro, roubo, pelo anonimato no decorrer do processo.
Ademais, Immanuel Kant afirmava que, “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Desse modo, e pelo exemplo americano, percebe-se que a riqueza se fundamenta nas atividades produtiva e laboral e na educação financeira. Por essa razão, as mudanças econômicas, as quais a humanidade perpassou, sempre foram alicerçadas no processo produtivo e nas relações de trablaho. Sendo assim, a especulação - por intermédio dessas moedas - é cercada de elevados riscos de perdas, em que poucos realmente ganham e a maioria perde, haja vista a acumulação de capital estar ligada “a produção e ao trabalho.
Portanto, medidas devem ser tomada para reverter essa problemática. Assim sendo, cabe ao governo aliado aos donos dos bancos virtuais aumentar as regras reguladoras das transações virtuais e investir em programas assistenciais e de desenvolvimento, através da mudança nas normas da empresa, a fim de que as pessoas se sintam seguras ao realizar esses procedimentos financeiros com as moedas virtuais e toda sociedade seja incluída nesse fenômeno. Dessa forma, as moedas digitais serão acessíveis à população mundial e a economia virtual estaria em constante crescimento.