As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 02/09/2020

Com  a 4ª Revolução Industrial, diversas tecnologias têm emergido, principalmente no âmbito virtual e de tecnologia, algo evidente desta virtualização do mundo é o advento de criptomoedas, as quais prometem mudar drasticamente o mundo em que conhecemos e dinamizar a economia global.

O termo “moedas virtuais” ou ‘‘criptomoedas’’ refere-se à créditos, os quais não existem fisicamente, portanto, estando apenas presentes na web. O mais famoso deles é o Bitcoin, criado em 2008 por um pseudônimo denominado Satoshi Nakamoto, e que, de acordo com o site BitcoinTrade, viveu o auge da sua valorização em 2017, em que 1 Bitcoin valia mais de 19 mil dólares americanos, portanto, sendo a mais cara moeda existente. Ainda de acordo com esta fonte, dinheiro virtual tende a ser mais seguro e vantajoso para diversos tipos de transações, pois sendo descentralizada, acaba por não ser regulamentada, ou seja, por não ser produzida por uma ‘‘casa da moeda’’ é impossível rastreá-la, portanto, não havendo interferência governamental em transações. Além disso, criptomoedas como o Bitcoin tendem a valorizar ao longo do tempo, devido ao aumento da demanda, algo que o torna ainda mais valioso.

A partir deste ponto, é possível concluir o motivo de as criptomoedas serem peça central nas próximas décadas, a enorme praticidade, a falta de burocracia, a segurança e a enorme valorização farão com que o dinheiro virtual seja revolucionário no cenário econômico mundial, já que todas estas excelentes características, as quais sobressaem-se em relação às moedas tradicionais e sendo mais dinâmica e eficiente, atrairá ainda mais os investidores e os comerciantes no mundo todo, e, por conseguinte, valorizando ainda mais este tipo de capital.

Apesar de suas inúmeras vantagens, a impossibilidade de rastreamento destas moedas por parte de um órgão governamental, ou seja, é praticamente impossível para a Receita Federal rastreá-las e taxá-las, visto que a moeda é descentralizada, o que pode facilitar a aplicação de sonegação fiscal, fraudes e golpes financeiros, portanto, apesar da enorme segurança, o capital virtual ainda não é 100% infalível e à prova de fraudes.

Portanto, para a solução dos problemas apresentados, a regulamentação das criptomoedas seria algo debatível, o Estado, regulamentaria os Bitcoins que seriam distribuídos pelos chamados “mineiradores”, enquanto a Receita Federal seria a responsável por monitorá-los por meio de algum software, de forma a evitar transações fraudulentas e sonegações fiscais e a fim de tornar todo este sistema virtual ainda mais seguro e eficiente.