As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 04/09/2020

No final do século XIX houve a criação do capitalismo financeiro. Em decorrência desse houve a criação da bolsa de valores, além do advento de bancos mundiais após o término da Segunda Guerra Mundial. Isso proporcionou a globalização econômica, integrando diferentes países com um mesmo objetivo: o lucro e o livre mercado. Entretanto, o cenário vêm mudando na Quarta Revolução Industrial. Nesta, há a difusão das moedas virtuais que estão alterando radicalmente o modo de pensar sobre economia, em virtude da instabilidade e dos riscos intrínsecos ao sistema financeiro internacional.

Em uma primeira abordagem, é válido destacar o pensamento do filósofo alemão Jurgen Habermas, que propõe que, quando há um conflito ético devido a uma nova ideia ou invenção, devemos debater na esfera pública  com a participação dos cidadãos. Contudo, os novos ideais das relações econômicas virtuais necessitam de maior disseminação. Visto que nem mesmo os governantes, em sua maioria, estão aptos a tomarem decisões nessa esfera. Além disso, pouco se sabe sobre os efeitos que essa nova tecnologia irá causar ao cidadão no dia a dia. Dessa forma, é evidente que o tema precisa de maior esclarecimento ao povo.

Em uma segunda perspectiva, devem ser levados em consideração os riscos que serão impostos ao sistema financeiro. A globalização enfraquece, cada vez mais, os Estados Nações e dá poder aos monopólios privados e ao mercado multinacional. Nada se sabe, além de projeções, no que diz respeito aos desafios que as moedas virtuais podem causar, do ponto de vista econômico e social. Sendo assim, sabe-se apenas de uma coisa: qualquer mudança no mercado financeiro atual acarretará em grandes mudanças na economia global.

É imprescindível que, tanto o Estado quanto os desenvolvedores das moedas virtuais, esclareçam à população sobre o que está acontecendo, a fim gerar um debate popular e, posteriormente, uma decisão democrática a respeito das mudanças no mercado financeiro.