As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 23/09/2020

Na passagem do Paleolítico para o Neolítico, o ser humano experimentou os primórdios de um sistema bancário. Posteriormente, o conceito de moeda foi se modernizando, passando de apenas uma troca de objetos de valor, tais como tecidos e gêneros alimentícios, para componentes metalizados de quantia símbolica, para atualmente se tornar apenas uma representação virtual. Com base nessa transgressão, é possível relacionar o sistema econômico atual com o mundo globalizado, o qual se sustenta por meio de relações online.

Nesse contexto, o economista André Lara Resende denota que a modernização do sistema econômico traria consigo a criação de uma moeda virtual a qual poderia facilitar as relações econômicas. Essa ideia se baseia no fato de que as moedas virtuais, tais como a Bitcoin e a Criptomoeda, se configuram apenas em relações online, o que amplia sua forma de acesso. Ademais, tal sistema monetário torna o mercado mais aberto a investidores estrangeiros visto que essas moedas podem sofrer cambio de forma remota e facilitada. Além disso essa forma de dinheiro diminui a burocracia das relações econômicas visto que, não necessariamente, tais moedas são emitida por bancos centrais os quais  são controlados por governos que estabelecem leis específicas a seus mercados.

Apesar de todas essas modernidades trazerem avanços extraordinários para a economia atual, ainda existem diversas contraposições em relação a esse novo sistema. Entre elas podemos destacar a predominância do anonimato, já que não é necessário, em muitos casos, revelar a indentidade do indivíduo para comercializar com as novas moedas. Esse quesito possibilita um aumento no número de fraudes, além de facilitar crimes comerciais tais como a sonegação de imposto e a lavagem de dinheiro. Todos essas divergencias se relacionam com o fato de tal sistema ainda ser muito recente, o que dificulta o controle do mesmo.

Visando todos esses apontamentos, seria pertinente que os países interessados em utilizar tal sistema se reunissem de forma diplomática para estabelecer acordos e preceitos mínimos, como por exemplo a proibição do uso do anonimato e o uso de sistemas de informáticas que são especializados em analisar e identificar fraudes. Ademais, ainda seria possível que conferências fossem realizadas com o intuito de informar e contextualizar os países acerca do funcionamento de tal sistema econômico. Dessa forma, o uso de moedas virtuais poderia contribuir de forma eficiente e segura para a modernização da economia atual.