As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 13/10/2020

As relações econômicas no Brasil existem desde o período pré-colonial, o escambo, permuta entre bens e serviços, foi uma das primeiras manifestações financeiras. Com o advento da chegada da Família Real, surgiu o primeiro banco, no estado do Rio de Janeiro. É certo que as transações econômicas estão em constante mudança e aprimoramento, um exemplo são as moedas virtuais, nas quais estão sendo precursoras de revoluções tecnocientíficas na economia. Dessarte, afim de mitigar os prejuízos advindos da não inserção de novas técnicas de manejo econômico, os quais reverberam problemas à aldeia global, tornam-se indispensáveis ações estatais e sociais. Outrossim, é essencial analisar a vantagem das moedas virtuais para reduzir a burocratização e a desvantagem da desregulação de criptomoedas.

Mormente, a burocratização excessiva afeta a celeridade, criatividade e humanização do processo. Consoante a essa perspectiva, a Teoria da Burocracia, de Max Weber, expõe acerca da resistência à mudanças advinda do demasiado formalismo. Em contraponto aos mecanismos de bancos comuns, a criptoeconomia é uma novidade em agilidade de tramites financeiros, por não haver intermediários e as informações se disseminarem em curto prazo para diversos locais. É relevante salientar que em mundo globalizado, períodos de espera grandiosos atrapalham a transmissão de ideias e a resolução de impasses. Desse modo, as moedas virtuais auxiliam pessoas físicas e jurídicas a alcançar objetivos com rapidez, fato que prioriza o bem estar social.

Ademais, a desregulação de criptomoedas acarreta em indícios de criminalidade, pois o mecanismo usado mantém o anonimato das transações. Nesse contexto, Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin e  das inovações da tecnologia do Blockchain- sistema de registros acessível aos usuários de todas as operações já feitas-, reinventou no âmbito do sistema de segurança, entretanto o anonimato de diversas bases permite crimes de sonegação e corrupção. É fato que a preservação da privacidade viabiliza diversos delitos, pelo precário controle de autoridades estatais. Desta forma, a fiscalização é benéfica para a segurança dos envolvidos no processo.

Em suma, é crucial adequar constantemente as relações econômicas. Portanto, compete as mídias sociais e a Receita Federal informar acerca do mercado de criptoativos e fiscalizá-lo, por meio de elucidação nos principais meios de comunicação, os quais visem uma linguagem de fácil acesso, e também análises nos dados registrados, com intuito de aumentar o acesso dos indivíduos as novas tecnologias e reduzir as fraudes desse mercado. Assim, obter-se-á uma sociedade antenada as inovações tecnológicas.