As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 18/10/2020
Com o advento da tecnologia da informação, a Internet passou a reger e participar de diversos aspectos da vida atual, como por exemplo a economia. Sendo assim, moedas virtuais como o Bitcoin estão revolucionando a forma com que as pessoas se relacionam economicamente, já que não precisam de validação ou de uma instituição financeira para existir, o que exclui o acréscimo de taxas e facilita transações, mesmo que sejam feitas por pessoas em diferentes países. Porém, essa incrível revolução que ocorre mediante a ascensão das moedas digitais não é inclusiva, ou seja, não abrange a população pobre, de países como o Brasil.
A priori, é necessário ter em vista que os processos que envolvem uma moeda digital são informatizados e requerem um conhecimento mínimo para o seu manuseio. De modo que a realidade brasileira não abre margem para a inclusão da camada menos favorecida da sociedade, devido a quantidade pessoas analfabetas e do acesso restrito à Internet, que de acordo com uma matéria exibida no Jornal Nacional, não engloba 28% dos domicílios brasileiros.
Contudo, a mudança está acontecendo, o mundo está, de fato, caminhando para tornar o dinheiro virtual uma realidade e não apenas uma opção entre dinheiro físico ou dinheiro eletrônico. Com isso, num futuro próximo, compras, vendas, transferências, etc serão feitas digitalmente, utilizando apenas as chamadas criptomoedas . Certamente, algo deverá ser feito, pois não há como esperar que pessoas que não puderam aprender a ler se adequem a esse modelo ou tenham meios para acessá-lo, o que acentuará a desigualdade social.
Portanto, medidas devem ser tomadas para reduzir a exclusão e não tornar a sociedade ainda mais desigual. Tais medidas consistem na criação de um programa social, por parte do Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação, que busque trazer jovens e adultos de volta para a sala de aula, afim de que estes terminem os estudos e também fornecer um curso para situá-los a respeito da economia digital. Assim, educando e formando mais brasileiros as taxas de analfabetismo diminuirão e a possibilidade de ascensão social será maior, facilitando o acesso à Internet e, consequentemente, aumentando a inclusão nessa era digital, pois como dito por Nelson Mandela a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.