As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 14/10/2020

No livro de Eclesiastes, Salomão afirma que não há nada novo debaixo do sol, dando a entender que a humanidade vive em ciclos que se repetem com o passar das gerações. Por exemplo, no início do século XVIII, houve um movimento na Inglaterra chamado de Ludismo, em que trabalhadores protestavam contra o avanço tecnológico das máquinas da primeira revolução industrial. Hoje, século XXI, não é diferente quando surgem novas tecnologias que visam trazer o progresso para a humanidade. É o que tem ocorrido com as criptomoedas, em que os ludistas da atualidade - governos e instituições bancárias - visam desestimular o uso dessa tecnologia revolucionária.

Primeiramente, vale ressaltar que o progresso tecnológico é inevitável, cabendo a governos e instituições privadas buscarem se adaptar o mais rápido possível ao invés de tentar sabotar a evolução. Assim, faz-se mister que os governos e as instituições reguladoras reformulem essa postura inquisitória de forma urgente, de modo a evitar que essa evolução trazida pelas moedas digitais seja usada para o ilícito, contra a humanidade.

Ademais, é imperativo ressaltar que toda revolução tecnológica cause medo e possa, em um primeiro momento, vir a ser usado para transgressões, o que não a invalida, tornando-a como algo a ser destruído. Partindo desse pressuposto, os benefícios que as criptmoedas trazem para o mercado financeiro devem ser enfatizadas e implementadas nas grandes instituições bancárias de modo a facilitar as transações financeiras entre empresas, pessoas e governos.

Com isso, nota-se que as moedas virtuais são o futuro que já começou a se concretizar, mostrando que as transações podem ser mais rápidas, mais baratas e mais seguras. Assim, cabe aos governos e instituições regulamentadoras buscarem tornar essa ferramente uma realidade para os usuários, especialmente com o uso do Blockchain para solucionar os problemas de segurança, de modo a revolucionar os meios como as pessoas movimentam seu capital.