As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 17/10/2020
No século XXI, a Globalização ampliou o processo de expansão da economia mundial por meio da tecnologia, o que influenciou de modo positivo o comércio estatal. Nesse sentido, esse contexto da era virtual atuou no desenvolvimento das relações econômicas, mas,na realidade da sociedade brasileira, há desafios sociais que confrontam tal cenário. Isso é evidenciado, no entanto, pela desigualdade digital a qual distancia os indivíduos de integrar o mundo das moedas . Assim, a marginalização, como também a falha de segurança em rede, são dicotomias contrárias ao exercício da cidadania.
É válido afirmar que, a falta de investimento em incluir os marginalizados no novo sistema de comércio capital das moedas virtuais é um motivador da causa no Brasil. Desse modo, na concepção da Sociologia, ciência do coletivo, o Estado deve atenuar os obstáculos do mundo tecnológico acerca dos indivíduos segregados por ele, uma vez que a economia pode se desenvolver adequadamente à medida que a igualdade seja efetiva ao social. Por conseguinte, a perspectiva sociológica é verídica, pois a parte da parcela da sociedade, classe baixa, não possui condições financeiras para aderir ao mundo do dinheiro digital, visto que é necessário o acesso à internet e aos celulares, a fim de executar transferências bancárias. Essa conjuntura, consequentemente, gera o crescimento da desigualdade financeira, o que reflete no colapso socioeconômico.
Além disso, o processamento das moedas virtuais é inseguro para as relações econômicas no Brasil. Em paralelo, na obra ‘‘A Metrópole e a Vida Mental’’, o intelectual Georg Simmel analisou que os avanços da modernidade tornaram a realidade mais simples e complexa, em que a tecnologia facilitou a utilização de capitais na internet, porém a ausência de segurança compromete o pleno funcionamento. Análogo a literatura do autor, tal sistematização do dinheiro digital é alvo de hackers e fraudes por ser de fácil acesso aos dados pessoais em casos de vazamentos e, por sua vez, é um entrave para a revolução global. Dessa forma, é inaceitável que esse comportamento persista, porque é controverso às diretrizes de privacidade.
Logo, os impasses das moedas virtuais são reais. Urge, portanto, os papéis dos Ministérios da Tecnologia e Economia em criar políticas de inclusão e segurança na internet, por intermédio da distribuição de renda e provedor digital. Essa ação deve ser realizada por advogados economistas os quais priorizarão o acesso aos marginalizados com a garantia de dispor de aparelhos tecnológicos e dinheiro virtualizado e, acresce, o uso de ferramentas contra hackers e anônimos na movimentação dos capitais , isto é, a instalação do programa ‘‘Avast Antifraudes’’ no processo econômico. Conforme isso,, a revolução capitalista poderá ser democrática e igualitária no Brasil.