As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 18/10/2020
Comércio e liberdade com responsabilidade.
A humanidade atravessa ao longo do tempo grandes transformações, na forma de se comunicar, de se relacionar e não seria diferente com a suas relações de comércio. Os métodos de pagamento foram ao longo da história os mais variados, desde o uso do sal e do marfim, passando pela terrível utilização de escravos como mercadoria, a utilização do ouro, metais e pedras preciosas até a consolidação da moeda como principal meio de negociação entre os indivíduos.
A revolução industrial foi um marco, pois através dela, surgiram novas tecnologias, e no início do século XXI a sociedade moderna experimentou uma mudança vertiginosa no jeito de fazer seus negócios. Com o advento da internet, o comércio global estendeu seus horizontes permitindo que todos tivessem oportunidade de realizar suas compras e negócios instantaneamente, seja através de um computador, de um celular ou de um cartão de crédito, e na primeira década dos anos dois mil presenciamos a chegada da moeda virtual.
Apesar de terem proporcionado a comodidade e praticidade, além de todos os benefícios das moedas tradicionais, as moedas virtuais acenderam o sinal vermelho para novos métodos de práticas ilícitas no ambiente web, como por exemplo o furto de dados e o comércio ilegal das mais variadas espécies de mercadorias. Por não terem um controle central, as moedas virtuais permitiram a expansão das relações de comércio espúrias, principalmente num ambiente pouco acessado pela maioria dos internautas, a Deep Web, onde, com a utilização de moeda virtual, são negociados armas, drogas e até mesmo tráfico de órgãos, de pessoas e assassinatos. A moeda virtual passou a ser o método preferido de pagamento nesse ambiente justamente pela falta de controle e fiscalização de órgãos oficiais.
O ser humano sempre sonhou com uma sociedade e um comércio livres, essa liberdade, tratando-se principalmente do comércio, não pode ser absoluta. Faz-se necessário que haja um órgão de controle responsável pela fiscalização e que tenha relação direta com órgãos judiciais responsáveis pela coerção e punição, para que todos tenham acesso a esse novo mercado, e que esse continue estreitando laços entre cidadãos, aumentando o volume de negócios, gerando oportunidades e empregos sem afetar o direito de liberdade e principalmente o direito à vida.