As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 31/10/2020
O capitalismo financeiro criado no final do século XIX, fez com que fossem criados os blocos econômicos e os bancos mundiais, principalmente, pós Segunda Guerra Mundial, permitindo uma maior internacionalização e integração da economia global e o fez soberano até o atual século XXI. Entretanto, com a atual Quarta Revolução Industrial, que chegou para transformar diversos aspectos da sociedade, como a economia, houve a criação e difusão das moedas virtuais, que estão alterando radicalmente o modo de se pensar economia no mundo. Analogamente, percebe-se que no Brasil essa nova realidade de moedas virtuais não está sendo muito explorada e conhecida pela a população.
Primeiramente, apesar de as moedas virtuais, em especial, o Bitcoin, se mostrarem extremamente seguras, o conhecimento do brasileiro acerca dessa nova realidade é muito pouco, por ser raramente divulgado para os cidadãos pelos veículos de comunicação e pelo Ministério da Economia. Com isso, é válido destacar o pensamento de Jurgen Habermas, filósofo alemão que propõe que quando há conflito ético devido uma nova ideia ou invenção que deve-se debater na esfera pública, com a participação dos cidadãos. Contudo, essas novas relações econômicas de moedas virtuais necessitam de um maior conhecimento da população brasileira, visto que, nem os governantes no geral estão totalmente cientes dessas novas relações e tampouco como isso pode ter impactos no dia a dia da nação. Dessa maneira, vê-se a necessidade de um maior apoio e esclarecimento do governo ao povo.
Ademais, destaca-se os riscos que são propostos ao sistema financeiro e social. Atualmente, vive-se a globalização, que está enfraquecendo os Estados e dando poder aos monopólios privados e ao mercado transnacional, as moedas virtuais podem de alguma forma favorecer ainda mais os mercados privados e promover uma maior desigualdade social, especialmente no Brasil, o qual já possui uma enorme divisão social. Assim, percebe-se que se trata de uma mudança drástica que pode afetar o mundo atual como é conhecido.
Portanto, a fim de garantir o direito dos cidadãos brasileiros de opinar sobre as mudanças ocorridas no país, é preciso que o Ministério da Economia - responsável pela coordenação do orçamento federal -, mediante parcerias com os diversos recursos midiáticos existentes no Brasil, efetuar matérias e esclarecimentos de dúvidas acerca das moedas virtuais, para gerar a discursão e posteriormente a decisão popular de qual caminho seguir. Outrossim, é primordial que as diversas moedas virtuais sejam regulamentadas pelo Governo, a fim de garantir a proteção dos cidadãos que optam por usá-las, para evitar assim possíveis prejuízos individuais e coletivos aos residentes da nação brasileira.