As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 09/01/2021

Na série animada “Os Simpsons”, o personagem Homer, apesar de não querer ceder às inovações tecnológicas, fica maravilhado ao descobrir as facilidades das transferências financeiras digitais. De fato, casos como o dele não se limitam a cenários fictícios e refletem como essa nova realidade simplifica tarefas cotidianas. Nesse sentido, debater acerca das moedas virtuais e a revolução das relações econômicas é pertinente ao contexto brasileiro. Sobre essa perspectiva, é apropriado alegar que transformar o dinheiro em digital é uma tendência do mundo pós revoluções e o Estado deve agir de maneira eficaz para tornar essa experiência mais segura possível.

Deve-se pontuar, antes de tudo, que com o advento da Terceira Revolução Industrial, a tecnologia passou a ser incorporada na rotina dos indivíduos, de modo a transformar desde os elementos mais comuns aos mais complexos. Nessa lógica, é válido afirmar que era esperado a moeda, objeto de grande necessidade, também estar subordinada à essa tendência. Segundo o escritor Paulo Coelho, o caminho digital é sem volta. Logo, presume-se que não há como regredir após uma revolução, apenas adequar-se a ela, assim é utópico impedir que as moedas virtuais estejam presentes na sociedade.

Ademais, já como essa inovação está sendo introduzida aos cidadãos, é responsabilidade do Estado garantir a segurança deles nessa nova realidade. Em contraste com esse cenário, os golpes virtuais cresceram cerca de 110% nos últimos anos, de acordo com o Ministério Público Federal. Por certo, essa falta de segurança não apenas prejudicará os indivíduos que desejam acompanhar essa tendência como também afastará mais adeptos. Desse modo, percebe-se que os brasileiros precisam acompanhar a revolução digital das moedas, por isso a certa urgência na adoção de medidas que trabalhem esse problema e seus efeitos.

Torna-se evidente, portanto, que casos como o do Homer precisam ser reflexo da sociedade brasileira. Assim, cabe ao Ministério das Inovações, com ações das delegacias especializadas, realizar investigações dos suspeitos de cometerem golpes virtuais, por meio da elaboração de corpo nacional voltado a colher e distribuir informações internamente sobre esses indivíduos, com o intuito de facilitar as prisões deles e tornar a internet um espaço seguro para o uso das moedas virtuais. Além disso, a mídia precisa divulgar essas operações,  por intermédio de programas com grande alcance, a fim de coagir os criminosos a afastarem-se dos meios digitais. Enfim, a partir dessas ações, os brasileiros estarão seguros ao adotarem essa revolução econômica.