As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 15/07/2021
A artista, Frida Kahlo, em seus autorretratos, mostrou a necessidade, ao pintar o próprio rosto durante toda a vida, de se analisar certa matéria, sendo crucial revê-la por diversas perspectivas. Contudo, o cuidado da pintora não representa a postura social diante das moedas virtuais, já que é a carência de reflexão acerca dessa revolução das relações econômicas que a consolida como problemática. Desse modo, esse cenário torna-se preocupante devido à falta de fiscalização e à exclusão social na economia.
Em primeiro plano, cabe destacar a ausência de políticas públicas que fiscalizem o dinheiro virtual. Nesse viés, segundo o filósofo Thomas Hobbes, um espaço ausente de fiscalização é oportuno para o descuprimento das leis. Assim, nota-se que o escasso controle desse modo econômico transforma esse ambiente em um lugar ideal para empresas que objetivam o lucro em detrimento do cumprimento das leis. Por conseguinte, crimes como a sonegação e a lavagem de dinheiro podem ser vistos nesses espaços virtuais.
Outrossim, é indubitável que a modernização econômica facilita a exclusão social da parcela populacional que não possui ferramentas tecnológicas. Nesse sentido, segundo dados do Globo Notícias, cerca de 40 milhões de brasileiros não possuem acesso à internet, sendo a área rural a mais prejudicada. Dessa forma, percebe-se que as moedas virtuais não incluem a partipação de toda a sociedade, visto que é necessário ter contato com a rede e informações de como utilizar esse recurso da forma correta. Logo, essa revolução na economia é utópica para parte da nação.
Portanto, ações são essenciais para amenizar o quadro atual. Sendo assim, urge que o Ministério da Economia relate a necessidade de uma maior ação estatal no âmbito das moedas virtuais, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele, deve constar a importância de um maior supervisionamento e integração digital da população, por exemplo. Com essas medidas, espera-se que a revolução das relações econômicas aconteça de forma harmônica na sociedade.