As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 16/07/2021
Adam Smith, em A Riqueza das Nações, qualifica o ouro como moeda ideal, por ser compacto e raro. Séculos depois, a humanidade se deparou com a revolução das “criptomoedas”, que tem tamanho virtual, quantidade limitada e transações rastreáveis. Esse novo dinheiro representa o futuro da economia global, entretanto é visto com maus olhos pelos mais conservadores.
Em 2016, o FMI (Fundo Monetario Internacional), constatou que a corrupção no ano anterior teve custo global de cerca de 7 trilhões de reais- se fosse um país seria a setima economia do mundo-. Contudo, esse problema poderia ter sido evitado se o padrão de câmbio fosse uma criptomoeda, já que as informações sobre todas as transações ficariam armazenadas e poderiam ser checadas pelas autoridades. Evidenciando que o progresso da humanidade se encontra nesse sistema.
Além disso, as criptomoedas, por não pertencerem a um Estado, podem circular internacionalmente com mínima taxação e velocidade quase instantânea. Porém, os bancos e governos mundiais resistem a essa nova econômia, pois ganham uma quantidade significativa de dinheiro através de tarifas e imposto sob as atuais transações. Ademais, a nova moeda possui carater descentralizador, ou seja diminuiria o poder desses grandes orgãos.
Em suma, diante dos fatos citados, é evidente o perfil revolucionário das criptomoedas nas relações interpessoais. Dessa forma, o governo federal Brasileiro, deve criar um projeto a fim de modernizar a economia nacional através do sistema de “Blockchain” -utilizado pelas principais moedas virtuais como meio de autenticação- e estudar o momento ideal de aplica-lo para que o Brasil não fique atrasado em relacão aos outros países, como a China que já desenvolveu sua própria criptomoeda.