As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 19/07/2021
Moedas virtuais, também chamadas de “criptomoedas”, são um tipo de dinheiro digital que geralmente não possui regulamentação. Nesse prisma, houve aumento em sua procura, devido seu repentino impacto na economia e seu difícil rastreio, sendo muito usada para transações ilegais. Dessa forma, deve-se entender as criptomoedas como uma consequência de fatos históricos recentes, além de seus atuais riscos econômicos.
Nesse viés, deve-se ressaltar os antecedentes à popularização das “criptomoedas”. Durante a Primeira Revolução Industrial, o uso do carvão como matriz energética gerou alterações na sociedade e na economia. Hodiernamente, pode-se dizer que, de acordo com o economista alemão Klaus Schwab em seu livro “Quarta Revolução Industrial”, há uma nova revolução dos meios produtivos, com as comunicações digitais ocasionando novo impacto. Esse cenário, consequência de transformações na indústria, tende a crescer, mas deve-se atentar a seus impactos.
Por outro lado, é válido salientar os possíveis riscos do uso de moedas virtuais. Esse tipo de dinheiro não é regulamentado, sendo seu rastreio difícil e demorado, sendo amplamente usado em redes criminosas digitais e golpes. Somado a alta e repentina valorização monetária, sua busca aumentou consideravelmente, fazendo com que, como evidenciado por dados da Comissão de Valor Mobiliários do Brasil, quase metade das fraudes monetárias estiveram ligadas a “criptomoedas”. Dessa maneira, é perceptível a falta de preparo para os possíveis riscos desse capital.
Portanto, percebe-se as consequências históricas para a popularização de moedas virtuais e seus riscos, sendo necessário combater seus impactos. Para isso, o Ministério da Economia, órgão responsável pela política economica do país, deve, com auxílio da Agência Brasileira de Inteligência, buscar a regulamentação de moedas virtuais, por meio da criação de câmbio e rastreio de “criptomoedas” no Brasil, com fito de facilitar sua inclusão e aumentar a segurança da economia nacional. Dessa forma, será possível integrar esse dinheiro de forma segura para todos.