As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 20/07/2021
A Revolução Técnico-Científica-Informacional, ocorrida na segunda metade do século XX, teve como uma das suas principais características o desenvolvimento tecnológico, sendo o início da era digital. Analogamente, na sociedade atual, um dos setores mais afetados foi o econômico, que frequentemente sofre diversos aprimoramentos, tendo como um dos mais recentes o advento das moedas virtuais. Sob esse viés, apesar de promissor, o novo mercado apresenta impasses para sua estabilidade, sendo um deles os diversos prejuízos ao meio ambiente causados pela obtenção dessas moedas, além da desvalorização da educação financeira, dificultando a inserção dessa novidade no cotidiano mundial.
Convém ressaltar, a princípio, que um dos principais motivos da resistência das grandes empresas em relação às moedas virtuais é sua forma de obtenção. Assim, usando como exemplo o Bitcoin, principal moeda do mercado nos dias atuais, segundo um estudo do Digiconomist, estima-se que as emissões de dióxido de carbono decorrente da mineração da criptomoeda são de 37 milhões de toneladas por ano, isto é, a manutenção e desenvolvimento dessa esfera econômica atinge, diretamente, o bem-estar social, tendo em vista os danos ambientais associados a ela.
Outrossim, a desvalorização do ensino financeiro como parte da base educacional corrobora para a diminuição do interesse geral no novo método econômico. Dessa forma, consoante aos dados obtidos pela “S&P Ratings Services Global Financial Literacy Survey”, em 2014, apenas 33% da população mundial domina três dos quatro conceitos básicos abordados na pesquisa e pode ser considerada educada financeiramente, isto é, duas a cada três pessoas têm baixo nível de educação financeira. Sendo assim, com a defasagem educacional global, o controle desse mercado encontra-se nas elites, com poucas pessoas sabendo como ele funciona e, consequentemente, não sendo acessível às massas e não tendo espaço para uma estabilização concreta.
Diante do exposto, com o fito de mitigar a problemática, urge a necessidade de uma mobilização mundial. Desse modo, impende ao Banco Mundial, órgão responsável por ajudar no desenvolvimento econômico global, a busca pela legislação das criptomoedas, para que possa haver uma maior organização nas formas em que são obtidas e, dessa maneira, haja um maior conhecimento sobre o mercado e possa ser discutido e apresentado em salas de aula, tornando-se acessível desde cedo. Ademais, a Organização das Nações Unidas, em sua esfera ambiental, poderá fiscalizar e negociar as emissões de poluentes na atmosfera, desenvolvendo métodos eficientes e adotando energias renováveis, objetivando uma menor degradação do meio ambiente. Assim sendo, a sociedade poderá atenuar o óbice e, eficientemente, utilizar os adventos tecnológicos por ela desenvolvidos.