As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 18/07/2021
Há dez mil anos, a História datou o período Paleolítico, marcado pela criação do escambo e pela evolução das relações comerciais, provando que, a partir dali, as moedas virtuais eram apenas questão de bastante tempo. Diante disso, os novos algoritmos criptografados chegaram e já modificaram o mercado de um jeito jamais visto. Contudo, é necessária sua regulamentação, haja vista que visamos usufruir de seus benefícios e combater as atividades ilegais intrísecas no mundo virtual que nos deixam vulneráveis e inseguros diante de uma realidade da qual estamos fadados.
A utilização de moedas virtuais é o novo conceito de se investir e ganhar dinheiro, uma vez que os bancos e o Governo não têm controle algum sobre essas transações que geram vantagens aos usuários como rendimentos maiores que Dólar, Real e até mesmo a inflação, podem ser efetuadas em qualquer lugar do mundo e não possuem taxas de impostos, de acordo com o guia de investimentos GUIDE. A exemplo disso, a primeira moeda, o BITCOIN, criada em 2009 pelo suposto Satoshi Nakamoto, está estimada em 162 mil reais, ou seja, um código virtual capaz de render a longo prazo.
Conforme amplamente divulgado, o mercado criptografado é uma via de mão dupla, tendo em vista que, apesar de seus benefícios e ser têndencia mundial, apresenta riscos como a instabilidade, falta de segurança aos usuários e a prática de lavagem de dinheiro. A exemplo disso, em 2018, a operação ‘‘pão nosso’’ da Lava Jato foi responsável por apreender envolvidos em esquema de fraude por meio de criptomoedas, comprovando os perigos desse novo mercado.
Portanto, a fim de minimizar os problemas que envolvem as moedas virtuais e as relações econômicas, são necessárias algumas ações. O Governo, por meio do Ministério da Educação, deve realizar um trabalho de divulgação, envolvendo a população com palestras e cartilhas e buscar regulamentar a prática para que seja possível combater seus desvios, e assim preparar o mercado financeiro para não sofrer maiores impactos e fazer com que os bancos não caiam em desuso. Sem dúvidas, as moedas virtuais podem ser o grande marco da Quarta Revolução.