As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 17/07/2021

O documentário “Cryptopia”, produzido em 2020, aborda a tecnologia por trás do Bitcoin, principal moeda virtual do mundo, assim como a sua evolução. A partir desse contexto, percebe-se que as criptomoedas tem potencial para substituir completamente o dinheiro físico utilizado hoje, assim contribuindo cada vez mais com a revolução das relações econômicas, mas ainda enfrenta diversos obstáculos para sua consolidação no Brasil. Dessa forma, tem-se a falta de segurança e o pouco conhecimento acerca do assunto como principais entraves.

No cenário exposto, os perigos relacionados às transações de moedas digitais impedem a ascensão desses ativos, haja vista que as pessoas não sentem-se seguras para utilizá-los. Nesse sentido, segundo notícia da BBC, publicada em julho de 2021, em um site fundado na África do Sul desapareceram cerca de 3,6 bilhões de dólares em forma de Bitcoins, evidenciando que a quantidade fraudes nesse mercado é elevada e, mesmo com uma notável evolução tecnológica que trouxe mais segurança, essa área ainda é um problema. Sob essa ótica, apesar dos golpistas serem a minoria, as criptomoedas perdem confiança, o que acarreta uma redução na adesão da população e, consequentemente, diminui o potencial de aprimoramento das relações econômicas.

Além disso, o pouco conhecimento acerca do tema dificulta a aceitação popular, pois pensamentos equivocados, como a associação das moedas virtuais à corrupção, trazem uma imagem negativa dos criptoativos. Nesse âmbito, na obra “Assim falou Zaratustra”, escrita pelo filósofo Nietzsche, o protagonista oferece conhecimento aos homens comuns, que o rejeitam, dando origem à expressão “dar pérolas aos porcos”, situação que também ocorre no Brasil, tendo em vista que, mesmo com o avanço no acesso aos meios de informação, a sociedade continua sem o conhecimento adequado em diversas áreas, entre elas as moedas digitais. Assim, as criptomoedas continuam estigmatizadas, como instrumento de corrupção e de fraudes, por exemplo, o que dificulta sua popularização.

Portanto, ações orquestradas são necessárias para combater os problemas das moedas virtuais no Brasil. Assim sendo, o Governo, órgão responsável por gerir a sociedade, deve regulamentar os sites que operam nesse mercado, por meio da criação de medidas de segurança obrigatórias, objetivando diminuir o número de golpes. Ademais, a escola, instituição encarregada de formar cidadãos, deve informar a respeito desse ativo, mediante palestras educativas, visando conscientizar a respeito dos benefícios trazidos pelas criptomoedas. Dessa maneira, as moedas virtuais serão mais utilizadas e, consequentemente, as relações econômicas serão melhoradas.