As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 16/07/2021

Nos primeiros meses de 2021, a criptomoeada “Bitcoin” teve expoente aumento em seu valor após o investimento do empresário Elon Musk, seguido de queda após o anúncio de rompimento do investidor com a moeda, segundo notícias pulblicadas no jornal Estadão no mesmo ano. A partir de casos como esse, são evidenciadas as mudanças na economia geradas pelas moedas virtuais. Logo, nota-se que as alterações econômicas estão relacionadas com a instabilidade das criptomoedas, uma vez que não há o devido suporte governamental para o uso dessas.

Vale destacar, em primeira análise, a semelhança de tal processo de atualização econômica do século XXI com processos anteriores observados ao longo da história. Dessa maneira, constói-se uma similaridade do processo atual, relacionado com uma transformação de saldos físicos e câmbios nacionais para maior uso de criptomoedas, com o processo de uso de moedas em detrimento à prática de escambo (troca de materiais por outro produto de valor acordado equivalente). Desse modo, ambas as mudanças se defrontaram com a falta de capacidade em um momento inical; no passado, não eram todos os comerciantes que aderiam ao uso de um material de troca comum; quanto às moedas eletrônicas, estas não tem regulamentação governamental e aceitação como os câmbios tradicionais.

Em paralelo, apontam-se as consequências atribuídas à instabilidade de moedas eletrônicas, as quais se apresentam pela falta de base em moeda convencional, já que, por isso, são conduzidas principalmente por especulação. Desse modo, sem a formulação oficial adequada, as moedas virtuais podem desatar uma crise financeira mundial, tal qual a observada durante 1929 nos Estados Unidos, marcada por excesso de produção e similar proposição de valores de venda analisada nas criptomoedas. Sendo assim, a volatilidade do valor de moedas como a “Bitcoin”, cuja variação supera 160 mil reais por unidade em 2021, segundo dados da casa de câmbio Coinbase, apresenta um contexto proício para uma ruptura econômica frente à expeculação e à falta de ações governamentais para regular a circulação de tais valores.

Portanto, pode-se dizer que as criptomoedas são responsáveis por uma profunda transformação das relações econômicas do mundo cada vez mais digitalizado e, dessa forma, representam um potencial para crises econômicas, de modo que sua falta de regulação deve ser atenuada. Então, cabe ao Ministério da Economia, em conjunto com a Receita Federal, ampliar a circulação de moedas virtuais no Brasil, por meio de medidas de incentivo de transações comerciais com valores digitais, visando um controle e fiscalização da instabilidade e circulação desse câmbio em território brasileiro. Destarte, podem ser evitadas variações economicamente perigosas como a proporcionada por Elon Musk.