As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 18/07/2021
O Período Colonial foi marcado pela prática do escambo, a troca de mercadorias entre os portugueses e os povos indígenas. Com o decorrer dos anos, ocorrem muitas mudanças e revoluções nas relações econômicas, como por exemplo o surgimento da moeda virtual, que com sua chegada foi estabelecido um cenário preocupante no Brasil, causado pela ausência de uma política reguladora e a falta de inclusão social. Logo, é necessário que medidas sejam tomadas para diminuir os impactos da moeda virtual na realidade brasileira.
De início, é importante analisar a necessidade de uma política reguladora do dinheiro virtual. Em uma reportagem do ‘‘Folhapress’’ diz que a Receita Federal vê indícios de crimes com moedas virtuais e pretende fiscalizar o mercado. Diante disso, é demonstrado a importância da existência de uma política que regule essa ferramenta, pois as transações anônimas e sem seguridade com moedas virtuais têm crescido no mercado sem o devido acompanhamento por parte das autoridades, isso ocorre porque o controle é feito por poucos bancos, o que facilita a prática de ilícitos. Portanto, medidas precisam ser tomadas para diminuir o uso do dinheiro virtual para crimes.
Além disso, cabe analisar a falta de inclusão social promovida pela moeda virtual. Com a revolução industrial, a tecnologia foi crescendo rapidamente, o que ocasionou uma introdução de forma desigual na sociedade brasileira, de tal forma que a inclusão social ainda não seja eficaz em termos de coletivização da tecnologia. Embora, as moedas virtuais ganhem cada vez mais espaço e conhecimento, ainda não é possível promover a sua democratização, pois é inviável a sua utilização em comuidades mediante a escassez de recursos tecnológicos. Diante disso, essa parcela da população é excluída da ferramenta facilitadora da economia global.
Portanto, medidas são necessárias para reverter a problemática das moedas virtuais como revolução das relações econômicas. Assim, cabe a Receita Feral, orgão responsável pela administração dos tibutos federais, fiscalizar as transações envolvendo dinheiro virtual, por meio da criação de uma política regladora, a fim de combater crimes envolvendo essa ferramenta. Também, cabe aos donos dos bancos digitais juntamente com o Governo, investir em programas assistenciais direcionados à camada popular, com a finalidade de democratizar o acesso à moeda virtual no Brasil. Espera-se com essas ações, que o dinheiro virtual se torne acessível e seguro para todos.