As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 19/07/2021
A Antiguidade Oriental foi berço para as primeiras noções de trocas comerciais, conhecidas como escambo, na qual houve a necessidade de administrar as relações econômicas entre os povos. De maneira análoga, o mercado financeiro sofreu transformações radicais ao longo das épocas e, no contexto hodierno, diante das revoluções tecnológicas, o advento de moedas virtuais- a exemplo dos bitcoins- inovam esse setor. Dessa forma, o despreparo social e a instabilidade econômica fomentam as mudanças proporcionadas pela nova realidade.
A princípio, é válido salientar a falta de informações a respeito das criptomoedas. Nesse contexto, o economista britânico Adam Smith, defendia que a riqueza de uma nação era baseada na capacidade de obter bens. Sob essa perspectiva, o pensamento do liberal não pode ser aplicado perante o desconhecimento dos indivíduos, os quais carecem de educação financeira nas escolas e na mídia, acerca do manuseio das récem moedas e dos seus impactos na lei da oferta e procura. Assim, a população leiga é segregada das alterações sofridas na economia.
Ademais, é relevante abordar a variação do valor atribuído as atuais transações monetárias. Nesse viés, uma reportagem publicada pelo jornal CNN Brasil, mostrou uma queda superior a 40%, entre os meses de Abril e Junho de 2021, sofrida nos preços do bitcoin. Desse modo, a partir dos dados, fica evidente a vulnerabilidade a qual a econômia é exposta, devido a natureza especulativa da moeda virtual e, consequentemente a não regulamentação por parte do Estado, tornando o processo sucetível a movimentações ilegais e corrupção. Nesse diapasão, o modelo capitalista é responsável pela constante mutabilidade do câmbio moderno.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para mitigar os danos da problemática. Dessa maneira, o Ministério da Economia, juntamente com as redes de ensino, devem promover aulas de cunho econômico nas universidades, por meio de palestras e debates, lecionadas por investidores em moedas virtuais e conomistas, os quais explicarão como funciona a dinâmica de investimento e seus impactos, a fim de formar jovens aptos a manejar as novas formas de montante e entender as relações comerciais entre os países e pessoas. Assim, haverá uma sociedade esclarecida e preparada para lidar com as novidades monetárias advindas com a Quarta Revolução Industrial.