As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 19/07/2021

A moeda virtual se tornou conhecida em 2012 quando foi definida pelo Banco Central Europeu como “uma forma não regulamentada de dinheiro virtual, comumente distribuída e controlada por seus desenvolvedores, que é usada e aceita apenas entre os membros de uma comunidade virtual específica.” O inusitado elemento econômico trouxe consigo questionamentos voltados a sua confiabilidade e a sua eficiência , chacoalhando assim o mundo econômico.

Diferente da moeda eletrônica, que são recursos armazenados em dispositivo ou sistema eletrônico que permitem ao usuário final efetuar transações de pagamento em moeda nacional, a moeda virtual não tem garatia de conversão para a moeda oficial e não há nenhum mecanismo governamental que garanta o valor em moeda oficial. A falta de controle e regulamentação sobre a moeda deixou muitos caminhos livres para atividades ilícitas, especialmente de corrupção. Por ser um elemento controlado majoritariamente pela tecnologia, mesmo para usuários que realizam ações legais o risco ainda é alto tendo em vista a fragilidade da moeda.

Bitcoin é uma das moedas virtuais mais famosas e quando você faz uma transação com essa moeda o registro da mesma é feito na blockchain, o problema é que cada bloco tem um limite de 1 MB, o que permite registrar cerca de 2 mil transações. Mas um bloco só é liberado a cada 10 minutos. Fazendo as contas, isso significa que o Bitcoin só consegue processar 7 transações por segundo. Tamanha eficiência é minúscula se comparada, por exemplo, com sistemas mais usados, como a rede da Visa, que aguenta até 56 mil transações por segundo.

Para que as moedas virtuais possam participar de forma eficaz e significativa no mundo econômico mudanças devem ser feitas, por também ser interesse governamental o governo deve agir em regulamentar e analisar essas diversas moedas virtuais, afim de proteger o cidadão e evitar prejuízos que possam impactar a sociedade como um todo. Já no parâmetro de eficácia os desenvolvedores das moedas devem se responsabilizar em aplicar melhorias aos seus protudos que permitam uma utilização igualmente rápida e segura dos mesmos.