As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 20/07/2021

É impossível negar o notável crescimento e surgimento de novas tecnologias, um grande exemplo disso são as criptomoedas. Com a premissa de facilitar transações no meio digital, sem a necessidade de cobranças de taxas ou impostos, ou um gerenciamento centralizado, as moedas digitais definem uma verdadeira revolução no meio tecnológico, econômico, político, e até mesmo social. Entretanto, com a ausência de um órgão regulador oficial, que siga com os fundamentos legais de cada país no qual for implantado, com a função de gerenciar e organizar as transações de negócios envolvendo essa nova tecnologia, muitos usuários temem por sua segurança e privacidade ao utilizar as criptomoedas.

Primeiramente, é necessário ressaltar como as moedas virtuais vem desenvolvendo um notório papel nas relações econômicas mundiais. Segundo dados do CoinPayments Quarterly Pulse, em 2020, transações envolvendo o Bitcoin, a mais reconhecida e valorizada criptomoeda em circulação, aumentaram em 300% em relação ao ano anterior, gerando a rotatividade de mais de sessenta milhões de dólares. Contudo, devido ao expressivo número de usuários e relações virtuais envolvidos nessa tecnologia, especulações e apreensões envolvendo a segurança dessa nova maneira de fazer negócios começaram a surgir.

Nesse contexto, crimes digitais relacionados a moedas virtuais tornaram-se mais frequentes. De acordo com um relatório publicado pela Chainalysis, empresa que realiza pesquisas relacionadas ao sistema de “blockchain”, centenas de contas de criptomoedas estão diretamente ligadas a atos ilícitos, como tráfico de drogas. Tal fato está relacionado diretamente ao sistema de anonimato disponível para os usuários dessa tecnologia, que possibilita fazer uso dessas moedas sem a necessidade de expor seus dados pessoais na rede, deixando mais fácil que crimes ocorram sem uma fiscalização legal do Estado.

Sendo assim, em vista a clara disseminação dessas moedas, é importante que sejam tomadas medidas para que se torne um meio seguro de transação de negócios. Dessa forma, é de responsabilidade dos programadores de criptomoedas garantirem um sistema de segurança que possibilite ao usuário, acima de tudo, proteção para navegar na rede e utilizar as moedas sem precisar se preocupar com crimes digitais, para assim possibilitar uma melhor qualidade de serviço. Ademais, fica a critério dos técnicos e desenvolvedores dessa tecnologia elaborar um novo código que permita a permanência dos mesmos benefícios de antes, como a não-taxação de impostos, mas que entregue estabilidade para aqueles que o utilizam, tornando-o ainda mais atrativo para o grande mercado.