As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 19/07/2021

As revoluções tecnológicas ocorridas a paritir do século XIX, indubitavelmente, alteraram drasticamente as relações interpessoais, inclusive, as financeiras. Nessa perspectiva houve a criação das chamadas “criptomoedas”, um meio de troca de valores monetários descentralizado, anônimo e totalmente digital. Apesar de aparentar ser uma ótima inovação, esse tipo de transação tem graves falhas, principalmente a sucessividade a atos ilícitos e a vulnerabilidade das corretoras.

Convém ressaltar, a princípio, que o anonimato presente nessas moedas as torna sucetíveis à atitudes ilícitas. Tal realidade é demonstrada no documentário “Silk Road”, 2017, no qual é contada a história de um site de uma porção da internet conhecida pelos crimes digitais, apelidada de “dark web”, vendedor de quase tudo, inclusive drogas e armas. Essas vendas ocorriam por intermédio do “bitcoin”, tornando irrastreável as transações devido seu poder de ocultar os usuários.

Nesse viés, nota-se a insegurança das empresas que oferecem esse serviço, principalmente na inteligência artificial utilizada. Isso foi exposto ao público no caso envolvendo as “dogecoins”, um tipo de criptomoeda. Na ocorrência, grupos de uma rede social, chamada de “Reddit”, estavam comprando e vendendo entre si grandes porções das moedas, essa ação confundia o sistema da corretora aumentando o preço dos ativos. Dessa forma, o crescimento artificial do preço assusta muitos economistas.

Portanto, fica evidente a nescessidade de intervenção. Para tanto, é dever do Governo federal, através do Ministério da Economia, aumentar a segurança e trasparência das transações envolvendo criptomoedas, por meio do enrigecimento das leis vigentes, incrementando a fiscalização ao obrigar que todos os usuários desses sistema declarem suas mobilizações financeiras através deste. A fim de dificultar o financiamento de práticas ilegais, como as visualizadas no site “Silk Road”. A tecnologia veio para ser uma ferramenta do progresso e não um meio de ocultar criminosos.